Balões trazem alto risco para aviões, diz campanha | Diário do Porto


Segurança

Balões trazem alto risco para aviões, diz campanha

Cerca de 100 mil balões são soltos por ano, a maioria no Rio e em SP. Um balão pode causar graves danos, segundo o Cenipa, que investiga acidentes aéreos

9 de maio de 2022

Balões podem ser altamente perigosos para aviões, segundo campanha do Cenipa

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O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) está fazendo uma campanha de esclarecimento para evitar acidentes que envolvam balões e aviões. Segundo o órgão, o choque de um balão de 50 Kg de peso contra um avião comercial voando a 450 Km/h gera uma força de até 100 toneladas, o que pode ser fatal.

A prática de soltar balões, que é mais intensa nos meses de outono e inverno, é um crime previsto em lei que, além de provocar incêndios, coloca em risco a vida de milhares de pessoas que voam no espaço aéreo brasileiro, segundo o Cenipa, que orienta o público a denunciar os casos pelo telefone 190.

No Brasil, é estimado que 100 mil balões são soltos, a cada ano. Os estados do Rio de Janeiro e São Paulo lideram as estatísticas de avistamentos com balões de ar quente, seguidos pelo Paraná.

No voo, ao ter impacto com um avião, o balão pode ser ingerido pelo motor da aeronave ou até mesmo danificar alguma parte da fuselagem.

O Cenipa faz campanhas sobre o risco dos balões nas escolas, aeroportos, e por meio das Secretarias de Segurança Pública de cada Estado. Há também um formulário on-line para que as pessoas relatem o avistamento desses artefatos, o que pode ajudar nas investigações e ações de prevenção. Acesse aqui o formulário on-line .

Um dos casos mais graves de choque entre um balão e um avião ocorreu em 17 de junho de 2011, próximo ao meio-dia. Após decolar do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro (RJ), um Airbus A319, de aviação comercial, teve seu percurso normal interrompido, ao se chocar contra um balão.

De acordo com o relato do piloto, vários instrumentos de voo foram degradados e desconectados com o impacto. A rota precisou ser desviada para o Aeroporto de Confins (MG), onde tripulação e passageiros desembarcaram após o susto.

A presença de balões, por vezes, obriga a realização de manobras que podem ser feitas em etapas delicadas do voo, como no pouso e na decolagem. Segundo o Cenipa, a arremetida é um processo seguro, mas se uma manobra evasiva tiver de ser feita em uma altura muito baixa, pode se tornar perigosa. Além dos demais prejuízos que isso acarreta: atraso de voos, gasto de combustível desnecessário, complicações no tráfego aéreo, entre outros.


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