Baía limpa irá valorizar imóveis na Ilha do Governador e Paquetá | Diário do Porto


Meio Ambiente

Baía limpa irá valorizar imóveis na Ilha do Governador e Paquetá

Presidente da Águas do Rio afirma que despoluição da Baía trará rápida valorização do metro quadrado na Ilha do Governador e Paquetá

2 de dezembro de 2021

Especialista do mercado imobiliário estima que m² na orla de Paquetá valorizará 30% com despoluição da Baía de Guanabara (foto: DIÁRIO DO PORTO)

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Em recente entrevista ao programa Jogo do Poder, atração dos domingos à noite na Rede CNT de TV, o Diretor Presidente da Águas do Rio, Alexandre Bianchini, afirmou que, além dos benefícios ambientais e sanitários, a despoluição da Baía de Guanabara trará uma rápida valorização dos imóveis localizados nas áreas banhadas por suas águas, hoje impróprias e poluídas. Entre os locais valorizados pela limpeza da mais famosa das baías brasileiras estão Paquetá e a Ilha do Governador.

Cláudio Castro, diretor e herdeiro da Sérgio Castro Imóveis, uma das mais tradicionais imobiliárias do Rio, está meio cético com a enésima promessa de despoluição do maior patrimônio natural do Estado. Mas, como Bianchini, acredita em uma rápida valorização do metro quadrado em alguns bairros na Ilha do Governador e em Paquetá. “Estamos cansados de falsas promessas de limpeza da Baía. Mas, se de fato acontecer, você vai ter valorização imediata de áreas como Jardim Guanabara, nas imediações do Iate Clube, Cocotá e Portuguesa na Ilha do Governador, além de toda a Orla de Paquetá” diz.

Castro estima que a valorização nessas áreas seria imediata e de cerca de 30% logo que os efeitos da despoluição começassem a ser notados. Os bairros citados por ele na Ilha hoje têm metro quadrado avaliado na faixa de R$ 5 mil. Na orla de Paquetá, o m² varia entre R$ 4 a R$ 5 mil.


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Meta é tratar 90% do esgoto da Baía até 2033

Bianchini informou que a concessionária, que terá seu escritório central no Armazém 2 do Porto Maravilha, irá investir R$ 2,7 bilhões nos próximos cinco anos na despoluição do grande complexo aquífero. O objetivo da empresa é realizar um cinturão de proteção em torno da Baía de Guanabara. Dos municípios banhados por ela, apenas Guapimirim e Niteroi estão fora da área de concessão da empresa. O engenheiro civil formado na Universidade Federal Fluminense disse que a Águas do Rio pretende “abraçar” a Baía, referência ao fato da Águas do Rio ser a empresa que atende o maior número de cidades na região

Ele informou que a primeira ação será a recuperação da estrutura sucateada da Cedae para reativar coletoras, elevatórias e estações de tratamento de esgoto que estão inativas ou operando abaixo da capacidade. Bianquini calcula que até o final de 2023 os primeiros efeitos começaram a ser sentidos. Por contrato, a Águas do Rio é obrigada a tratar 90% do esgoto despejado nela até 2033, o 12º ano da concessão da empresa que arrematou os blocos 1 e 4 do leilão da Cedae.