Baía de Guanabara se tornou “cemitério” de embarcações | Diário do Porto


Meio Ambiente

Baía de Guanabara se tornou “cemitério” de embarcações

Pelo menos 78 embarcações estão abandonadas na área da Baía de Guanabara, causando danos ao meio ambiente e risco à navegação

20 de janeiro de 2022

Drone fotografa uma das 78 embarcações abandonadas na Baía de Guanabara (divulgação/Rádio BandNews)

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Levantamento do Movimento Baía Viva, ONG dedicada à preservação da Baía de Guanabara, apontou que pelo 78 embarcações estão abandonadas pelos 412 km² do complexo aquífero. As informações são da rádio “Band News FM”. Na semana passada, integrantes do movimento participaram de uma reunião com a presidência do Instituto Estadual do Ambiente (INEA) sobre o assunto. Segundo eles, representantes do órgão anunciaram que tentarão criar um canal de diálogo com a Capitania dos Portos com o objetivo de solucionar o problema.

Para Sérgio Ricardo, ecologista e fundador do Movimento Baía Viva, o ponto mais crítico fica próximo à Ilha da Conceição, em Niterói. Os principais problemas causados pelo abandono são o aumento das taxas de assoreamento, os riscos à navegação e os impactos nas atividades de pesca, além de danos para a fauna e a flora. A situação ainda impede a operação plena do Terminal Pesqueiro de Niterói, inaugurado em 2013.

Para Sérgio Ricardo, a solução passa pelo afundamento de embarcações para a criação de recifes artificiais ou a destinação do material metálico para a reciclagem. Ele ainda cobra uma ação conjunta das autoridades envolvidas.

Nesta segunda-feira (17), o piloto de drone Adriano Guilherme filmou um dos navios abandonados. Ele afirma que a embarcação está ancorada há cerca de seis anos próximo à grande reta da Ponte Rio-Niterói. É possível ver que carcaça do barco já está se desfazendo.

Em nota, o Inea diz que qualquer embarcação fundeada ou atracada é de responsabilidade do seu proprietário, independentemente do estado de conservação. O órgão afirma que atua em caso de acidentes envolvendo derramamento de óleo ou de produtos nocivos, com danos ambientais.

Procurada, a Capitânia dos Portos não se posicionou.


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