Azeitona da Mata Atlântica é redescoberta em Niterói | Diário do Porto

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Azeitona da Mata Atlântica é redescoberta em Niterói

Chamada de Azeitona da Mata Atlântica por ser da mesma família da azeitona europeia, planta sofre risco sério de extinção e só nasce no Rio e em Niterói

15 de abril de 2021
Azeitona da Mata Atlântica foi localizada na Serra da Tiririca, em Niterói (foto: Inea / Divulgação)


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Uma planta ameaçada de extinção e que não era vista há muitos anos, a Azeitona da Mata Atlântica, foi redescoberta por pesquisadores da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (Seas). Com o nome científico de Chionanthus fluminensis, a azeitona é nativa de poucos lugares da cidade do Rio e em Niterói.

O grupo de pesquisadores identificou em primeiro lugar que a única unidade de conservação do Estado em que ainda havia registro da planta é o Parque Estadual da Serra da Tiririca, em Niterói. Em outubro de 2020, foi realizada uma expedição de campo ao parque, onde um exemplar da planta foi encontrado no final da missão.

A espécie pertence à família da azeitona comum, Olea europea, e só ocorre na Mata Atlântica, o que explica a razão de ser chamada popularmente de Azeitona da Mata Atlântica. Os pesquisadores ainda farão estudos para saber se o fruto é comestível.

A planta caracteriza-se como uma árvore ou arbusto de cerca de 3 metros de altura, com folhas de cabo bem curto. Suas flores são claras (creme) e o fruto é azulado, quase negro.

Azeitona da Mata Atlântica será reproduzida em Guaratiba

Depois que a primeira planta foi descoberta na Serra da Tiririca, outras expedições foram realizadas e novos exemplares da azeitona foram identificados. As unidades encontradas foram encaminhadas para o Horto Florestal de Guaratiba, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), onde foram iniciados os estudos para a produção de mudas, o que pode garantir a preservação da espécie.

A descoberta é fruto do Programa Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies), e no Rio de Janeiro tem como objetivo proteger cerca de 500 espécies que correm grande risco de desaparecer.

O programa é financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund). É implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e tem a WWF-Brasil como agência executora.


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