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Autoridade Marítima criará empregos com “economia do mar”

Governo do estado vai criar autoridade marítima fluminense, a pedido do Cluster Tecnológico Naval, para fomentar ‘economia do mar’

11 de julho de 2021


O mar pode gerar mais recursos e empregos (Fernando Frazão/Agência Brasil)


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O Cluster Tecnológico Navaldo Estado do Rio de Janeiro, formado pelas estatais federais Emgepron, Nuclep e Amazul e a empresa privada Condor Tecnologias não Letais, vai apresentar em 15 dias ao governador Claudio Castro uma proposta para criação da Autoridade Marítima, no âmbito do governo, com a missão de articular ações para fomentar a “economia do mar”.

Este é mais um passo para o fortalecimento deste segmento econômico, após as ações promovidas na semana passada. A proposta da Autoridade Marítima foi debatida por integrantes do cluster com o governador no Palácio Guanabara, nesta semana. O governador deu 15 dias para o cluster formatar a ideia, em conjunto com a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, e apresentar as propostas de ação do novo órgão, com objetivo de promover ações de desenvolvimento socioeconômico do litoral fluminense.

Criado em 2019 com apoio da Firjan – Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, o Cluster Naval também apresentou um plano de ação para fomentar a chamada matriz insumo-produto do setor, que vai da construção de navios e plataformas de petróleo até o turismo marítimo, passando por temas como a compra de conteúdo nacional e a pesca artesanal.

“As ações já estão mapeadas. O que falta hoje é uma coordenação e articulação com todos os atores envolvidos, governos federal, estadual e municipais, empresas e Assembleia Legislativa (Alerj), para fazer esse barco entrar no prumo”, afirmou o almirante Edésio Teixeira Lima Junior, diretor-presidente da Empresa Gerencial Projetos Navais (Emgepron).


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Autoridade Marítima fará articulação

Representantes do Cluster Naval se reuniram com o governador no Guanabara (Divulgação)

Ele lembrou que a falta de articulação política impediu o Rio de disputar a concorrência para a construção das quatro novas corvetas da Marinha, vencida em 2019 por um consórcio que se instalou no Porto de Itajaí. O empreendimento está gerando 6 mil empregos no estado de Santa Catarina.

Ao agradecer pela abertura de diálogo com o Estado, a deputada estadual Célia Jordão (Patriota), presidente da Comissão Especial de Indústria Naval da Alerj, disse que é preciso “retomar a força da indústria naval dentro de um planejamento estratégico, com o apoio dos governos federal e estadual e da Marinha do Brasil”. Com isso, espera “avançar com os trabalhos na direção do desenvolvimento e da geração de emprego e renda para a população”.

Ela disse que já manteve reuniões com Petrobras, ANP, Firjan, Sinaval, Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, conselho diretor do Fundo de Marinha Mercante, senadores, universidades, trabalhadores do setor, Engeprom e Cluster Tecnológico Naval para ouvir e buscar um caminho integrado de desenvolvimento.

Também participaram da reunião o empresário Carlos Erane Aguiar, segundo vice-presidente da Firjan e presidente da Firjan Nova Iguaçu e Região, que também preside o Conselho de Administração do Cluster Naval e o Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (Simde); o ex-comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Vinicius Farah.