Autonomy planeja uso residencial no Moinho Fluminense | Diário do Porto


Inovação Social

Autonomy planeja uso residencial no Moinho Fluminense

Projeto da Autonomy quer integração com os moradores vizinhos e não será um shopping tradicional. Haverá escritórios e áreas para atividades culturais

10 de agosto de 2021

Autonomy prevê prédios residenciais na área do silo do Moinho Fluminense (foto: Autonomy / Divulgação)

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O projeto para o Moinho Fluminense inclui uso residencial, com construção de torres de moradias na área mais próxima da Orla Conde, no Porto Maravilha. Isso é o que revelou o diretor executivo da Autonomy Investimentos, Roberto Miranda de Lima, em vídeo no qual discute o futuro do empreendimento.

A Autonomy comprou o Moinho Fluminense em 2019 e, desde lá, há grande expectativa na cidade quanto ao futuro do conjunto arquitetônico mais importante da Região Portuária do Rio. No vídeo, Lima demonstra uma grande atenção da empresa quanto aos impactos sociais do empreendimento. E ele avisa: o que vai surgir na região não será um shopping tradicional.

O uso residencial poderá ser feito nos terrenos ao lado da grande torre do silo do Moinho, segundo Lima. Esse imóvel é o mais alto do conjunto arquitetônico, em localização com ampla visão da Baía de Guanabara e vizinho do AquaRio e da roda gigante RioStar.

Autonomy quer integração com moradores vizinhos

A partir dessa construção, o projeto prevê várias novas edificações, com preservação total da área tombada, para usos deescritórios, para uso cultural e para o comércio varejista. Nesses espaços, a Autonomy quer a participação ativa dos moradores vizinhos da Região Portuária, principalmente do Morro da Providência.

Se o projeto for executado da forma como relata Lima, será uma grande oportunidade para artesãos, artistas e pequenos empreendedores do setor de alimentação e gastronomia da região terem espaços nobres para exporem seus serviços e produtos. Para o diretor da Autonomy, o objetivo é que o Moinho seja completamente integrado à comunidade, servindo como instrumento para promover a economia criativa dos vizinhos. Isso é completamente diferente do modelo de shopping tradicional, que geralmente tem efeitos nocivos sobre os pequenos comércios do entorno.

Roberto Miranda de Lima, diretor executivo da Autonomy
Roberto Miranda de Lima, diretor executivo da Autonomy

No vídeo, produzido pela Autonomy, há um debate no qual também participam Maurício Hora, fotógrafo, líder comunitário e morador da Providência; Luiz Simas, historiador especialista em cultura do Rio e Gustavo Guerrante, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região Portuária (Cdurp), órgão da Prefeitura do Rio. O encontro foi mediado pela jornalista Débora Freitas.

Maurício Hora enfatizou que os moradores da Região Portuária historicamente foram afastados do mar e excluídos de suas atividades econômicas desde os primeiros aterros para a construção do Porto do Rio. A consolidação do Porto inibiu a expansão de moradias na região. Resolver essa situação de exclusão não foi objetivo do projeto de requalificação urbana que resultou no Porto Maravilha.

Palco para a cultura da Região Portuária

Lima disse que o foco na interação com a comunidade está presente até no desenho das futuras instalações comerciais do Moinho, que terão várias aberturas para as ruas da região, evitando que os prédios sejam obstáculos ao trânsito dos pedestres. Além disso os corredores e espaços internos vão procurar reproduzir a diversidade que se vê no vizinho Morro da Providência, para que o ambiente tenha variedades de soluções e não seja previsível.

Outro foco valorizado por Lima é a integração com as instituições e manifestações culturais do Porto Maravilha. Ele quer que o Moinho Fluminense seja um palco permanente para a cultura local, com uma programação anual que, por exemplo, inclua as rodas de samba, exposições artísticas, além de área que conte a própria história da região e do empreendimento da Autonomy.

Essa abertura do Moinho Fluminense para atividades de empreendedores da cidade já começou desde maio passado, quando áreas da construção foram cedidas para o funcionamento da Junta Local, empresa de propósito social que estimula negócios de pequenas e microempresas da alimentação.

 


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