Autódromo é mais uma divergência entre Paes e Crivella | Diário do Porto

Política

Autódromo é mais uma divergência entre Paes e Crivella

Novo autódromo tem projeto que prevê derrubar grande parte da Floresta do Camboatá, em Deodoro. Crivella é a favor. Paes quer outra área

17 de novembro de 2020
Autódromo do Rio seria construído sobre a Floresta do Camboatá. Paes não concorda. Crivella é a favor (foto: Divulgação)

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Os dois candidatos à Prefeitura do Rio, no segundo turno, divergem em quase todos os assuntos e, também, quando se fala na construção do novo autódromo da cidade, cujo atual projeto prevê derrubar grande parte da Floresta do Camboatá, em Deodoro, na Zona Oeste. Eduardo Paes é contra, enquanto o atual prefeito, Marcelo Crivella, é a favor.

O projeto para a construção do novo autódromo teve a licença ambiental contestada pelo Inea (Instituto Estadual do Meio Ambiente), no final de outubro. Crivella, como prefeito, comandou a licitação que no ano passado escolheu a empresa Rio Motorsports para construir e operar as pistas. Porém ações do Ministério Público Federal impediram o começo das obras.

Durante a campanha do primeiro turno, Crivella disse que a construção do novo autódromo seria um grande projeto para trazer investimentos à cidade e um exemplo de parceria com o Governo Federal. A Floresta do Camboatá fica em terreno do Exército que teria que ser cedido à Prefeitura, o que exige a concordância do presidente Bolsonaro, aliado do atual prefeito.

Já Eduardo Paes afirmou que é a favor de um novo autódromo, mas que esteja localizado em outras áreas do Rio. Segundo ele, há outras opções, entre elas uma área em Guaratiba, na Zona Oeste.

A Floresta do Camboatá, conforme estudo realizado por técnicos do Jardim Botânico do Rio, é a ultima grande área plana de Mata Atlântica na cidade, reunindo cerca de 200 mil árvores. É um habitat para várias aves, repteis e mamíferos de pequeno porte.

Autódromo tem outras 5 áreas no Rio

O estudo ambiental apresentado pela Prefeitura, agora contestado pelo Inea, apontou a floresta como a melhor área para construção do autódromo, com menor impacto ambiental do que outras opções. O instituto não concordou com essa análise e aponta que outros terrenos são alternativas mais viáveis.

Essas alternativas seriam áreas em Gericinó (campo de instrução do Exército), Campo Grande (em frente à cervejaria Ambev), Santa Cruz (às margens da Avenida Brasil), Cidade das Crianças (às margens da Rio-Santos) e Deodoro (no antigo Centro de Instrução de Operação Especial do Exército).

Enquanto o Rio não chega a uma solução para seu novo autódromo, o Governo de São Paulo anunciou recentemente que as corridas de Fórmula 1 continuarão a ser realizadas em Interlagos, pelo menos até 2025. Os paulistas entendem que o automobilismo é uma modalidade esportiva que atrai muitos turistas, gerando empregos e arrecadação tributária.


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