Aumentam demolições de construções ilegais no Rio | Diário do Porto


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Aumentam demolições de construções ilegais no Rio

Construções ilegais, em áreas de preservação, são combatidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Infratores procuram expansão na Zona Oeste

14 de março de 2021

Construções ilegais foram demolidas na Zona Oeste. Na foto, prédio em área pública no Recreio dos Bandeirantes (foto: Prefeitura do Rio / Divulgação)

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Em live promovida pelo DIÁRIO DO PORTO em janeiro, o secretário municipal do Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere, fez uma advertência contra as construções ilegais em áreas de preservação ambiental. Passados quase dois meses, a nova gestão mostra que colocou em prática a política que não tolera essas irregularidades.

Na última quarta-feira (103), a Secretaria demoliu uma construção irregular de 10 apartamentos, no Recreio dos Bandeirantes (Zona Oeste). As obras estavam sendo executadas sobre um afluente do Canal de Piabas, que deságua no Rio Morto.

O projeto de 3 pavimentos previa a construção de outros 20 apartamentos, numa área pública de 1.500 m², com alto risco de desabamentos e enchentes, onde não são permitidas construções.

“Temos um compromisso com a defesa dura do meio ambiente e ocupações em áreas ambientalmente protegidas não serão toleradas”, reafirmou o secretário Eduardo Cavaliere.

O proprietário das obras já havia sido notificado do crime ambiental e fora orientado a paralisar e demolir a construção irregular. Como nada foi feito por ele, a Prefeitura usou uma escavadeira hidráulica para a demolição.

Construções ilegais crescem na Zona Oeste 

As construções ilegais são, com frequência, empreendimentos ligados às milícias, que expandem seus negócios imobiliários sobre áreas públicas de preservação ambiental, colocando em risco a vida dos futuros moradores. A Zona Oeste da cidade tem sido palco da maior parte das irregularidades.

Em fevereiro, a Secretaria interditou e destruiu o início de um loteamento clandestino numa Área de Preservação Permanente (APP) em Guaratiba, também na Zona Oeste da cidade.

No local havia 8 construções ilegais, desocupadas, e muros em alvenaria com objetivo de cercar terrenos às margens da Avenida Dom João VI, próximo a um acesso do Túnel da Grota Funda. Os loteadores vinham cometendo vários crimes ambientais, como desmatamento e desvio de um rio.

Com aproximadamente 30 mil m², as construções irregulares também ocupavam uma área pública. Imagens de satélite mostram que o rio Olaria, ao lado do loteamento clandestino, foi totalmente retificado. Uma retroescavadeira e operários da Prefeitura foram utilizados na ação, que contou com o apoio de 25 policiais militares.

Área com pau-brasil é ameaçada por construções ilegais

Em janeiro, a Prefeitura já havia derrubado 9 estruturas que dariam origem a novas casas e pequenos prédios na Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra da Capoeira Grande, também em Guaratiba.

A APA da Serra da Capoeira tem área de 80 hectares e é um dos últimos remanescentes florestais com pau-brasil no município do Rio. A região sofre enorme pressão de expansão imobiliária. A unidade de conservação, de gestão da Secretaria de Meio Ambiente, foi criada em abril de 2002. O local é procurado para a prática de atividades físicas, caminhadas e observação de aves.


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