Audiência pública debate licitação que ameaça Galeão | Diário do Porto


Infraestrutura

Audiência pública debate licitação que ameaça Galeão

Autoridades e políticos representam o Rio em audiência pública em Brasília para debater leilão de aeroportos que pode causar sérios prejuízos ao Galeão

27 de outubro de 2021

Galeão tem defesa liderada pelo presidente da Alerj, André Ceciliano, pelo prefeito Eduardo Paes e o senador Carlos Portinho (foto: Reprodução da Internet)

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A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) realiza hoje uma Consulta Pública para debater o edital de licitação do Aeroporto Santos Dumont e de mais quatro terminais aeroportuários do Rio e Minas Gerais, entre eles o de Jacarepaguá, na zona oeste da cidade. Será mais um round da batalha do Rio contra a modelagem de licitação proposta pelo Governo Federal. Autoridades e políticos do estado temem que um Santos Dumont com mais voos, inclusive internacionais, como o previsto pelo edital, ameace o futuro do Galeão, que teria sérios prejuízos operacionais com a diminuição no fluxo de passageiros e cargas.

Na lista dos inscritos pelo Rio para acompanhar a audiência estão o senador Carlos Portinho, que tem liderado as ações da Frente em Defesa pelo Galeão em Brasília; o deputado federal Otavio Leite; o ex-secretário de transportes do Rio de Janeiro e presidente do Conselho de Logística e Transporte da Associação Comercial do Rio de Janeiro, Delmo Pinho, além de representantes da prefeitura carioca e da Federação das Indústrias do Estado (Firjan).


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Esvaziamento do Galeão trará prejuízo à União

Em sessão plenária recente realizada no Senado, Delmo Pinho alertou para os prejuízos que o Governo Federal pode sofrer com o esvaziamento do Galeão. É bom lembrar que a Infraero, empresa estatal que administra os aeroportos federais, é acionista da concessionária que arrematou o aeroporto por um preço recorde de R$ 19 bilhões em 2014. A autarquia detém 49% da operação. “O governo brasileiro investiu ao longo de décadas US$ 10 bilhões no Galeão para mantê-lo como hub internacional alternativo ao Aeroporto de Cumbica. Como é que agora apresenta uma licitação que vai dar um prejuízo maior para ele com o enfraquecimento do Galeão do que lucro com a venda do Santos Dumont?”, questiona Pinho.

Na consulta pública de hoje, o Rio solicitará alterações na proposta de edital formulada pelo Ministério da Infraestrutura. A principais mudanças são a proibição de voos para o Santos Dumont com distância maiores de 500 quilômetros, com exceção de Brasília; autorização para operação internacional no aeroporto central do Rio somente a partir do momento em que os dois terminais da cidade atingirem a marca de 30 milhões de passageiros/ano e a retirada dos três aeroportos mineiros, Uberaba, Uberlândia e Montes Claros, do pacote da licitação. Os representantes do Rio afirmam que a inclusão deles no mesmo bloco de Santos Dumont e Jacarepaguá diminui a atratividade do negócio e afasta investidores.


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