Ativistas cobram saneamento das lagoas e Witzel promete agir | Diário do Porto


Sustentabilidade

Ativistas cobram saneamento das lagoas e Witzel promete agir

Mario Moscatelli e os atores Maitê Proença e Victor Fasano ouviram que a Cedae vai investir R$ 1,7 bilhão para sanear lagoas de Jacarepaguá e da Barra

27 de outubro de 2019

Gigogas que se proliferam nas lagoas da Barra podem chegar até as praias (foto: divulgação)

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Representantes da entidade “Mudar Para Preservar”, que luta pelo saneamento das lagoas de Jacarepaguá e da Barra, se reuniram com o governador Wilson Witzel para cobrar iniciativas contra a degradação ambiental da região. No encontro, na última sexta-feira (24), foram informados sobre obras de longo prazo, com investimentos de R$ 1,7 bilhão, e medidas de emergência.

O movimento é liderado pelo biólogo Mario Moscatelli, que há anos denuncia o descaso governamental e a apatia da sociedade em relação à crescente poluição do sistema lagunar e também da Baía de Guanabara.  Na reunião com Witzel, o biólogo foi acompanhado dos atores Maitê Proença e Victor Fasano, que integram o “Mudar Para Preservar”.

O Governo promete que sua estatal de saneamento, a Cedae, vai executar, ao longo dos próximos 10 anos, um total de 41 projetos de saneamento na região de Jacarepaguá orçados em cerca de R$ 1,7 bilhão. Em curto prazo, até o final de 2019, a promessa é de medidas paliativas que envolvem a instalação de 4 novas ecobarreiras e a reforma da única existente, cuja função é reter o lixo sólido e as gigogas, plantas que se proliferam em ambientes poluídos.

Os projetos de saneamento incluem a reforma e modernização de elevatórias e assentamento de 391 mil metros de tubulações, entre redes e troncos coletores de esgotos; 24 mil metros de recalque e instalação de 30 novas elevatórias de esgotos, além de mais de 14 mil novas ligações domiciliares. Também será construído um Centro de Controle de Operações (CCO), para monitorar os sistemas da região.


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O complexo lagunar de Jacarepaguá é formado por três lagoas principais: Tijuca, Jacarepaguá e Marapendi, e a de Camorim, situada entre as lagoas da Tijuca e de Jacarepaguá. No encontro, Moscatelli expôs as principais causas da degradação, entre elas o crescimento urbano desordenado, com as ocupações irregulares, e a falta de saneamento.

Para as medidas paliativas, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) afirma que vai investir R$ 3,8 milhões ainda neste ano. Além de prever o funcionamento das 5 ecobarreiras, também haverá a contratação de barcos para o recolhimento do lixo flutuante e das gigogas, que se espalham pelas lagoas e já chegaram até as praias em diversas vezes. No último mês de junho, os garis da Prefeitura retiram mais de 190 toneladas dessas plantas das praias da região.

Outro compromisso é o de intensificar a fiscalização das estações de tratamento de esgoto já existentes nos condomínios da região, além de continuar o monitoramento da qualidade da água em 20 pontos do sistema de lagoas.

No encontro, os representantes do “Mudar Para Preservar” e os membros do governo discutiram sobre os benefícios econômicos que serão trazidos pelo saneamento, tornando o sistema de lagoas um atrativo turístico que pode gerar empregos e aumentar a arrecadação tributária. Também foram apontados os pontos mais urgentes para se tentar preservar a fauna e a flora que ainda resistem na região.


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