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Liberdade: antas vão do RioZoo para a Mata Atlântica

Projeto Refauna levou as antas Magali e Jorge do RioZoo para uma reserva de Mata Atlântica em Cachoeiras de Macacu. Em alguns dias chega o irmão Aluisio

9 de agosto de 2019

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Magali e Jorge, dois filhotinhos de antas, estão que nem pinto no lixo. Na quinta-feira 8, eles foram soltos na Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu. Eles nasceram dentro do Jardim Zoológico do Rio, em São Cristóvão. Após estudos e testes, a foram reintroduzidos no habitat natural. Jorge e Magali juntam-se a Flora, Júpiter, Eva, Valente e Floquinho, antas que já passaram pelo mesmo processo e vivem na Mata Atlântica.

A iniciativa faz parte do projeto Refauna, cujo objetivo é levar espécies de animais nativos da Mata Atlântica ao lugar de origem para restaurar a fauna. Essa é uma parceria entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), com o apoio da Fundação RioZoo, do Instituto Conhecer para Conservar, do Inea e do Ibama.

As antas Magali e Jorge sendo alimentadas pela equipe do RioZoo
As antas Magali e Jorge es~tao na reserva de Guapiaçu (Foto Paulo Sérgio/Prefeitura do Rio)

Antas podem chegar a 300 quilos

Como esses animais precisam de muito espaço para sobreviver fora de cativeiro, o local escolhido para Magali e Jorge foi a Reserva Ecológica de Guapiaçu. Trata-se de uma área de proteção que fica junto do Parque dos Três Picos, com 65 mil hectares.

As antas são espécies de grande porte. As fêmeas podem chegar a 300 quilos, enquanto os machos são um pouco mais leves, em torno de 200 quilos. É uma espécie mansa e solitária, mas apesar disso são muito inteligentes.


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As antas viverão em Cachoeira de Macacu
Reserva Ecológica de Guapiaçu, em Cachoeiras de Macacu (Foto: Paulo Sérgio/Prefeitura do Rio)

Antas: as jardineiras das florestas

Para evitar a caça e conscientizar a população do entorno, o projeto incluiu um trabalho de educação ambiental com os moradores da região e pendurou nos bichinhos um colar com GPS e rádio transmissor. Eles usam também um brinco de identificação e um microchip subcutâneo para monitoramento. Antas são animais herbívoros e, ao comer as folhas e frutos, acabam espalhando sementes pela mata, aumentando a área verde.

A expectativa de vida das antas é de 30 anos. Por isso, Magali e Jorge ainda têm muito tempo para curtir a natureza. Eles já têm cinco e três anos, respectivamente. São filhos do Sebastião e da Pedrita, que vivem no Zoológico há mais de dez anos. Em breve, os dois devem receber mais companhias: na semana que vem duas antas chegam lá de Sorocaba, e em seguida será a vez de Aluisio, irmão do Jorge e da Magali.