Artistas ensinam ao público como construir as casinhas do MAR | Diário do Porto


Cultura e Lazer

Artistas ensinam ao público como construir as casinhas do MAR

O Morrinho, uma das obras mais populares no Museu de Arte do Rio (MAR), completou cinco anos como parte do acervo da casa. Para celebrar a data, a convite do MAR, os artistas do Projeto Morrinho ofereceram uma oficina para ensinar técnicas de como construir as famosas casinhas coloridas.

17 de abril de 2018



Compartilhe essa notícia:


Casinhas coloridas estão expostas no térreo do MAR. Foto: Coisas da Luisa

O Morrinho, uma das obras mais populares no Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá, completou cinco anos como parte do acervo da casa. Para celebrar a data, a convite do MAR, os artistas do Projeto Morrinho ofereceram uma oficina para ensinar técnicas de como construir as famosas casinhas coloridas, de tijolo pintado. Durante o evento, no sábado (14/04), a estrutura também foi remontada, com a ajuda dos visitantes, em outro ponto dos pilotis, mais visível por quem passa na Praça Mauá. Segundo o MAR, a mudança faz parte da nova política de ocupação do térreo, que visa transformá-lo em espaço expositivo e em permanente diálogo com as mostras realizadas dentro do museu.

A designer Luisa Bousada, do canal do YouTube Coisas da Luisa, esteve na oficina conferindo tudo e gravou um vídeo mostrando alguns segredos sobre as casinhas (confira o vídeo). O Projeto Morrinho começou em 1997, como uma brincadeira entre os irmãos Cirlan Oliveira e Maycon Oliveira, moradores da comunidade do Pereirão, em Laranjeiras. O então adolescente Cirlan foi quem teve a ideia de construir casinhas para se divertir, sem se perder em “coisas ruins”, e chamou Maycon. “Algumas pessoas me apoiavam, e outras achavam que eu era maluco”, contou Cirlan ao Coisas de Luisa.

Tijolo e tinta são a matéria-prima das casinhas.

A dupla, então, construiu uma instalação de 450 metros quadrados, com direito a carros, veículos policiais, helicópteros e até pequenas estatuetas de blocos de lego. A obra chamou a atenção não só da comunidade, como também de fora: os cineastas Fábio Gavião e Markão Oliveira perceberam a importância cultural daquele projeto. A primeira exposição foi no Parque das Ruínas, em Santa Teresa. Depois, as casinhas ganharam o mundo: foram expostas na Bienal de Veneza (Itália) e no MoMa, em Nova York (EUA), além de em outros eventos em Barcelona (Espanha), Paris (França), entre outros. Cirlan contou que visitou dez países da Europa e muitos lugares do Brasil com seu trabalho: “Eu virei o ‘chefe do tráfico das artes na comunidade'”, disse.

O DIÁRIO DO PORTO e a Luisa recomendam: visitem o MAR e não deixem de apreciar o Morrinho!


/