Arrecadação com royalties do petróleo cresce no Rio | Diário do Porto

Petróleo e Gás

Arrecadação com royalties do petróleo cresce no Rio

Firjan aponta alta na receita de royalties de vários municípios no Estado. Arrecadação neste ano deve ser superior ao período pré-pandemia

15 de julho de 2021


Royalties do petróleo evitaram queda maior no PIB do Rio, durante a pandemia (foto: Agência Brasil / Tânia Rêgo)


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Os municípios de Campos dos Goytacazes e Macaé, no Norte fluminense, alcançaram juntos, nos primeiros 6 meses deste ano, 68,85% do montante arrecadado em 2020 e 62,68% se comparado a 2019 em royalties do petróleo e gás. Os dados são da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), que estima uma arrecadação neste ano superior até ao período pré-pandemia.

O início do segundo semestre confirma as expectativas de crescimento na arrecadação de royalties de petróleo no Estado do RiodeJaneiro, em especial a região da Bacia de Campos, conforme análise da Federação das Indústrias do RiodeJaneiro (Firjan). “O aumento dos royalties chega em ótima hora, num momento em que a vacinação avança e a economia vem sendo retomada. Fatores que se somam para chegarmos em dezembro mais otimistas para os anos seguintes”, destaca Francisco Roberto de Siqueira, presidente da Firjan Norte Fluminense.

Em Campos, por exemplo, foram arrecadados R$ 200,2 milhões em royalties nos primeiros seis meses deste ano – montante equivalente a 70,72% de todo o ano passado, e 54,92% dos valores de 2019. Já Macaé recebeu R$ 401,4 milhões em royalties no primeiro semestre deste ano – valor correspondente a 67,95% do total de 2020, e 67,42% de 2019. Em todo o estado, o montante já chega a 72,57% do arrecadado em 2019 – ou R$ 3,2 bilhões, com expectativa de passar dos R$ 7 bilhões até o fim deste ano.

Além dos municípios avaliados pela Firjan, diversos outros foram os beneficiados com a arrecadação de royalties no Estado, como Niterói. Confrontante com campos de grande produtividade como Tupi, o município recebeu nos primeiros 6 meses de 2021, cerca de R$ 323 milhões em royalties. Já os municípios de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Armação de Búzios, na Costa do Sol, receberam juntos R$ 284,9 milhões nos primeiros meses do ano.


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Royalties dependem do novo ciclo do petróleo

Os números da ANP apontam para um crescimento na produção do país, com a continuidade do protagonismo do Rio. Entre as principais razões da retomada dos royalties são os volumes de produção, a taxa de câmbio e a recuperação dos preços mundiais dos barris de petróleo. Depois de ficar abaixo de US$ 20 durante a pandemia, em 25 de junho deste ano chegou a US$ 76,45/barril – patamar acima do período pré-crise.

Gerente de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Karine Fragoso explica que as estimativas da ANP consideram um preço médio de US$ 60 a US$ 62 o barril, “um parâmetro mais conservador do que a realidade de hoje”. Segundo ela, isso indica que o aumento na arrecadação de royalties pode até superar as atuais estimativas. “O barril pode superar os US$ 90 até o fim do ano, o que demonstra a recuperação do mercado frente à crise”, afirma, otimista.

No horizonte de médio prazo, há ainda a expectativa de que novos campos e o aumento da atividade petrolífera reabasteçam ainda mais os cofres fluminenses. Até 2025, a previsão é de que o estado do Rio arrecade mais de R$ 75 bilhões em participações governamentais (royalties e participações especiais) – sendo R$ 18 bilhões divididos entre Campos, Macaé e Maricá. Desde 2000 até o primeiro semestre deste ano, estes municípios receberam cerca de R$ 32 bilhões.