Arquiteto Sérgio Magalhães propõe mobilização pelo Rio | Diário do Porto


Cidadania

Arquiteto Sérgio Magalhães propõe mobilização pelo Rio

Mais de 15 mil arquitetos são esperados para o 27º Congresso Mundial de Arquitetos UIA 2020, no Rio, de 19 a 23 de julho do próximo ano

8 de julho de 2019

Sergio Magalhães quer recuperar o legado de Burle Marx, como o Parque do Flamengo (foto: Clube de Engenharia)

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O Rio será a sede do 27º Congresso Mundial de Arquitetos UIA 2020, de 19 a 23 de julho do próximo ano. São esperados mais de 15 mil arquitetos do mundo todo. O presidente do comitê executivo do evento, arquiteto Sérgio Magalhães, propõe que a sociedade se mobilize para preparar a cidade, não deixando essa tarefa apenas para os governantes.

Magalhães, em artigo publicado no jornal O Globo do último dia 6, diz que “ante as dificuldades no âmbito público, o envolvimento da sociedade é fundamental”. E dá sugestões de como as pessoas e empresas podem contribuir, com ações mais simples, nas suas vizinhanças, ou mais complexas, que exijam uma grande articulação.

As ações, nos exemplos de Magalhães, podem ir da recuperação da calçada de um quarteirão, num acordo entre moradores, até uma iniciativa empresarial que revitalize as obras deixadas por Burle Marx. Como os jardins do Palácio Capanema, no Castelo; a praça do Aeroporto Santos Dumont; o Parque do Flamengo e as pedras portuguesas da Avenida Atlântica, em Copacabana.

“Quem sabe lideranças empresariais fluminenses possam assumir a condução dessa tarefa espetacular, assim como Lota Macedo Soares o fez nos anos 1960?”, escreve Magalhães, numa referência àquela que é considerada a grande responsável pela realização do Parque do Flamengo, durante a administração de Carlos Lacerda.


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Cada um dos 15 mil arquitetos visitantes será, nos dias do evento e depois, um porta-voz especial sobre nossas qualidade e defeitos. É uma oportunidade única para a cidade se firmar também por seus patrimônios arquitetônicos, históricos e urbanísticos.

Além do congresso de arquitetos, o Rio receberá duas programações da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura):  o Fórum Mundial de Cidades e os eventos ligados à escolha do Rio como a primeira “Capital Mundial da Arquitetura“.

Magalhães defende que a mobilização de pessoas e empresas “poderá ser exemplo fundamental de condução compartilhada em busca do reerguimento da cidade“.

Ele argumenta que a recuperação das cidades brasileiras é condição essencial para o desenvolvimento do país e conclui seu artigo com uma esperança e uma interrogação: “O Rio 2020 pode ser um marco de entendimento em momento de tanta radicalização. Quem sabe?”

 

 

 


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