Areal clandestino é fechado dentro de Área de Proteção Ambiental | Diário do Porto


Sustentabilidade

Areal clandestino é fechado dentro de Área de Proteção Ambiental

Seis pessoas foram detidas por crime ambiental na APA Estadual do Alto Iguaçu e no entorno da Reserva Biológica do Tinguá, em Duque de Caxias

11 de maio de 2019

Areal clandestino em Área de Proteção Ambiental do Alto Iguaçu (foto: Divulgação/Inea)

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Seis pessoas foram detidas no último dia 7, acusadas de crime ambiental ao manterem um areal clandestino no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual do Alto Iguaçu e no entorno da Reserva Biológica do Tinguá, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

A operação para reprimir crimes ambientais foi realizada pela Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade, por meio da Superintendência Integrada de Combate aos Crimes Ambientais (Sicca), com apoio do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e do Comando de Polícia Ambiental (CPAm).

Os detidos foram conduzidos para a Delegacia da Polícia Federal. O areal clandestino estava em pleno funcionamento, no bairro do Amapá, com uso de silos, escavadeiras e caminhões. Todo o material apreendido também foi levado para a PF.

Em abril, 14 pessoas já haviam sido detidas em outras operações contra a extração ilegal de areia na mesma região. A PF investiga indícios de que os crimes são praticados sob a coordenação de milicianos que atuam na Baixada. As milícias são grupos do crime organizado que contam com a participação de policiais e ex-policiais.

– A extração ilegal de areia em áreas protegidas do estado está na nossa mira. Além das ações realizadas a partir de denúncias, estamos desenvolvendo um trabalho de inteligência para rastrear esta e outras ilegalidades e assim intensificar as nossas operações – disse o superintendente de Combate aos Crimes Ambientais da Seas, Fábio Pinho.


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A Reserva Biológica do Tinguá, com 24 mil hectares, está a cerca de 60 km da capital, em áreas dos municípios de Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Miguel Pereira e Petrópolis.

Trata-se de uma unidade de conservação federal criada em 1989. A história de proteção desse território foi iniciada ainda no século 19, quando o Império decretou a proteção de algumas fazendas na região reconhecendo a importância dos mananciais de água do local.

Possui um dos maiores trechos de Mata Atlântica contínua e preservada do país, sendo de extrema relevância para a preservação da fauna, flora e recursos naturais como rios e cachoeiras.

Já a APA do Alto Iguaçu, foi criada em janeiro de 2013, após as chuvas torrenciais que destruíram parte do distrito de Xerém. Seus 22 mil hectares entre os municípios de Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Belford Roxo, têm o objetivo de evitar a ocupação desordenada da área florestal e impedir o assoreamento de rios e córregos da região, diminuindo o risco de novas inundações.


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