Área do Cais do Valongo ganhará obras de melhorias | Diário do Porto


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Área do Cais do Valongo ganhará obras de melhorias

Presidente da Cdurp anuncia na Câmara de Vereadores a conclusão de estudos para obras que vão conter alagamentos na região do Cais do Valongo

25 de maio de 2021

Cais do Valongo. (Foto: Marcos de Paula/Prefeitura do Rio)

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A área do Porto Maravilha onde fica localizado o Cais do Valongo, patrimônio histórico da Humanidade, deverá ganhar obras de melhorias ainda este ano do município do Rio. Presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (CDURP), Gustavo Guerrante afirmou que estão sendo feitos estudos sobre os constantes alagamentos da região, e que um sistema de drenagem será criado para evitar a degradação da área.

“Precisamos repor esse patrimônio cultural. Estamos na fase final de diagnóstico das ações necessárias para o estudo de engenharia que vai trazer um benefício definitivo ao Cais do Valongo”, disse Guerrante, durante debate público com o tema ‘Pequena África, patrimônio histórico e cultural do Rio’, na Câmara de Vereadores.

Realizado neste 25 de maio, data em que se celebra o Dia da África, o evento debateu propostas de melhorias para a região, que compreende os bairros de Gamboa, Saúde e Santo Cristo. A vereadora Thais Ferreira (PSOL), presidente da Frente Parlamentar, afirmou que vai propor a criação de um programa municipal de valorização da Pequena África, com intuito de valorizar e exaltar a memória africana e afro-brasileira.

“Mesmo com a declaração do Cais do Valongo como Patrimônio da Humanidade, a história negra permanece desconhecida. Este território tem uma importância gigantesca na formação cultural, social e econômica do Brasil e deveria ser tratado assim’, acredita. De acordo com a Unesco, cerca de quatro milhões de africanos escravizados foram trazidos ao Brasil, sendo que mais de um milhão destes chegaram pelo Cais do Valongo.


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Apoio a grupos culturais

Outro destaque foi a necessidade de fomento para os grupos culturais da região, como a roda de samba da Pedra do Sal, a Casa de Tia Ciata e o Afoxé Filhos de Gandhi. Gestora do Centro Cultural Pequena África, Mãe Celina de Xangô, falou sobre a luta do projeto, e destacou que é necessário que o Cais do Valongo seja apresentável, com ações e projetos de preservação de valorização da memória que se concretizem de fato.

O vice-presidente Operacional do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Comdedine), Bruno Franco, lembra que é preciso garantir o cumprimento de leis já aprovadas, como a Lei Nº 6613/2019, que institui o Memorial da Diáspora do Africano como reparação pelos crimes de escravidão. “Por isso é importante este diálogo com a Câmara Municipal e a Alerj, para garantir que as políticas públicas já elaboradas possam de fato acontecer”, reforça.

Jorge Freire, coordenador executivo da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Governo e Integridade Pública, reafirmou o compromisso do poder público municipal em preservar a memória da Pequena África. Lideranças que atuam no local, além de pesquisadores e representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), também participaram do evento.

 


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