Arco Metropolitano será entregue à iniciativa privada | Diário do Porto


Infraestrutura

Arco Metropolitano será entregue à iniciativa privada

Minfra prevê que dos R$ 9 bilhões a ser investidos na concessão, R$ 4 bi fiquem no Rio. Trecho de rodovia que inclui Arco Metropolitano terá dois pedágios

31 de julho de 2021

Ministro Tarcísio de Freitas durante vistoria às obras na BR-493/RJ (Divulgação/Minfra)

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O Ministério da Infraestrutura (Minfra) trabalha para estruturar uma concessão à iniciativa privada para contemplar o Arco Metropolitano do Rio junto com a BR-116 (Rio-Teresópolis), além de uma extensão da 116/MG até Governador Valadares. A modelagem proposta tem potencial de injetar R$ 9 bilhões de investimentos privados na concessão. Deste total, R$ 4 bilhões ficarão no Rio de Janeiro. A informação foi repassada pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, durante vistoria às obras em andamento na BR-493/RJ, nesta sexta-feira 30.

“Esse projeto [de concessão] já está em análise no Tribunal de Contas da União [TCU]. Acreditamos que o TCU deve fechar [seu parecer] até o final do ano, o que nos dará condições de licitar isso no primeiro trimestre do ano que vem”, antecipou o ministro.

Obras na BR-493 incluem Arco Metropolitano

Segundo ele, o governo federal entendeu ser urgente retomar as obras suspensas desde 2018 na BR-493/RJ, incluindo o Arco Metropolitano, por onde passam cerca de 18 mil veículos por dia. Assim, desde 1º de julho, equipes do Departamento Nacional de Transportes Terrestres (DNIT) atuam na região. A estimativa é que os trabalhos sejam concluídos em 270 dias, a contar da data de retomada.

Estão previstas a conclusão de passagens inferiores, obras de intervenção do pavimento e recapeamento de vias laterais, além da conclusão de trechos duplicados inacabados, a fim de reduzir a ocorrência de acidentes, garantir mais fluidez ao tráfego e melhorar o acesso e o retorno na via pelos usuários. Cerca de  R$ 19,5 milhões serão investidos nas intervenções.


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Trecho do Arco Metropolitano terá duas praças de pedágio

O ministro explicou ainda que, nesse segmento, em vez de uma praça de pedágio em Magé, serão duas: uma na subida da serra, indo para Guapimirim, e outra no Arco Metropolitano, antes de Itaboraí, sentido Magé. “As outras estarão já na BR-116, no caminho para Minas Gerais”, detalhou o ministro, que estava acompanhado do diretor-geral do DNIT, general Santos Filho, e do secretário Nacional de Transportes Terrestres, Marcello Costa.

Com a concessão, disse ele, a previsão é que as tarifas cobradas ao usuário sejam reduzidas. O projeto de licitação prevê uma redução de 5% para veículos com tag, meio de pagamento automático, e desconto para o chamado usuário frequente; Quem utiliza repetidamente a rodovia ao longo do mês terá uma redução tarifária a cada passagem na praça de pedágio, de forma que média do mês é bem mais baixa do que a atual.

Duplicação de 11 km do Arco Metropolitano

As obras em andamento englobam a duplicação dos primeiros 11 quilômetros do Arco Metropolitano, em um trecho que ficou inacabado, entre Manilha a Santa Guilhermina, e três passagens inferiores. “No momento em que tivermos as vias duplicadas, vias marginais e passagens inferiores concluídas, a gente aumenta a velocidade de trânsito, melhora o nível de serviços e a fluidez, o que vai contribuir com a segurança no local”, informou Tarcísio.

Conforme o ministro, o contrato de concessão prevê a instalação de um posto da Polícia Rodoviária Federal no trecho restaurado pela União e iluminação de led em todo o Arco Metropolitano, além de sistema de detecção de incidentes e câmeras conectadas ao sistema de segurança pública do estado.


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