Arco Metropolitano: revitalização reduzirá custos para empresas | Diário do Porto


Infraestrutura

Arco Metropolitano: revitalização reduzirá custos para empresas

Revitalização do Arco Metropolitano reduzirá os custos das operações logísticas. Índice de roubo de cargas impede a utilização ampla da rodovia

9 de março de 2021

Arco é utilizado para enviar mercadorias para o Sul-Fluminense e São Paulo (Foto: Renata Melo/Firjan)

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A parceria público-privada idealizada pela Firjan para dar segurança e revitalizar o Arco Metropolitano (BR-493) agrada aos empresários da Região Serrana. A estrada é caminho de muitas indústrias que enviam suas mercadorias para o Sul-Fluminense e São Paulo, e que mesmo sob risco, seguem utilizando a rodovia.

O Projeto Arco Seguro tem como meta principal zerar o índice de roubos de carga no trecho prioritário da via até o final deste ano e, para isso, conta com apoio do Governo do Estado e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

O compromisso terá vigência inicial de 12 meses, e a cooperação se dará por meio do intercâmbio de informações e da elaboração de estudos técnico-científicos destinados a garantir o funcionamento eficiente da via.

Arco Metropolitano
Governador em exercício, Cláudio Castro assina acordo para melhorias no Arco Metropolitano (Divulgação/Governo do RJ)

Empresários esperam diminuição de custos

A sensação de segurança nas estradas abriria novamente as rotas com os estados vizinhos e refletiria também na redução dos custos operacionais, do frete e do seguro de mercadorias que chegam a custar 50% do valor da carga, segundo o empresário José Renato Romão.

“Hoje muitas transportadoras se negam a entrar no Rio. Para receber um equipamento do Sul foi preciso fazer orçamento com oito transportadoras, sendo que seis se negaram a entregar, uma disse que viria somente até São Paulo e outra trouxe o produto até Petrópolis. Tudo por conta do medo e pelos mais altos custos do Brasil, no combustível e nos pedágios”, conta Romão.

Na visão do empresário Roberto Porto, a mudança desse cenário poderia significar redução de custos para as empresas. No caso dele, usar o Arco faria com que o trecho percorrido entre a fábrica em Paty do Alferes e o centro de distribuição no bairro da Penha no Rio fosse reduzido. “É possível cortar até 20% no custo do combustível, além do fim do pedágio, que soma R$ 3.400 por veículo/mês, sem falar no ganho na velocidade da entrega”, disse.


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Arco Metropolitano tem enorme potencial logístico

A estrada corta toda a Baixada Fluminense e interliga os polos industriais da Região Metropolitana, além de reduzir o tráfego de cargas pelas vias expressas da capital. A expectativa inicial era de fluxo diário de 30 mil veículos, mas atualmente alcança metade desse volume.

O presidente do Sindicato de Transportes de Nova Friburgo, Jackson Thedin, explica que apesar do abandono, a via segue sendo importante pelo seu potencial logístico. “Hoje, os caminhoneiros são alertados para trafegar em horários específicos e se cercar de muitos cuidados, diminuindo a probabilidade de ocorrências. No entanto, a construção do posto da PRF e a inclusão do trecho da estrada no processo de concessão da Via Dutra poderão fazer com que o Arco alcance toda a sua capacidade”, explica.