Imóveis

Apartamento de alto luxo no Rio, apreendido do tráfico, vai a leilão

Governo tem lista de 612 imóveis apreendidos pela Justiça. O apartamento de luxo, na Barra, está em um dos condomínios mais caros do país

5 de março de 2020
Apartamento a ser leiloado na Barra da Tijuca fica em condomínio com preços que partem de R$ 3,7 milhões (foto: Riotur)

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Um apartamento situado na Barra da Tijuca, em um dos condomínios mais luxuosos do Brasil, de frente para o mar, está entre os imóveis que serão leiloados pelo Governo Federal como resultado da apreensão de bens contra traficantes, decidida pela Justiça.

A lista de imóveis tem atualmente 612 itens, distribuídos por vários Estados, incluindo, além de apartamentos, sítios, terrenos, prédios, lotes, chácaras, fazendas e galpões. Todos podem ser localizados no painel georreferenciado, lançado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad).

O painel apresenta os imóveis distribuídos por Estados, cidades e bairros . Há também informação sobre a situação da documentação judicial, completa ou incompleta dos imóveis. O Governo Federal diz que pretende realizar ainda neste ano a venda, por meio de leilões, de 143 dos itens já liberados pela Justiça.

São Paulo é o Estado com maior número de unidades, com 134, seguido por Mato Grosso do Sul, 91; Minas Gerais, 79; Rio Grande do Sul e Paraná, 47.

O Rio de Janeiro fica em sexto lugar, com 43 unidades, entre elas o apartamento de luxo da Barra da Tijuca, em um condomínio em que um imóvel pode custar de R$ 3,7 milhões a R$ 22 milhões.


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Há também terrenos na praia da Ferradura, em Búzios, um dos endereços mais cobiçados pelo mercado imobiliário. Opções mais baratas estão em vários apartamentos e casas distribuídos em outras regiões da capital e do interior.

A venda, na modalidade de leilão, deve ser realizada pela Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SCGPU), depois que forem finalizadas as documentações para a alienação.

Os imóveis têm origem na apreensão de bens em processos criminais relacionados ao tráfico de drogas e demais crimes previstos na Lei 11.343/2006 (Lei de Drogas).

Segundo o Governo, os recursos a serem obtidos pelas vendas devem ser aplicados em projetos de prevenção e combate às drogas.