Aos 90 anos, Mangueira discute desgaste dos enredos das escolas | Diário do Porto

Guia Maravilha

Aos 90 anos, Mangueira discute desgaste dos enredos das escolas

Este é um dos temas que a Estação Primeira quer debater junto às suas coirmãs neste sábado (18), em um seminário no Museu de Arte do Rio (MAR). A presença cada vez maior das mulheres é outro assunto que ganhará destaque, além das boas histórias da Velha Guarda

15 de agosto de 2018




Compartilhe essa notícia:


Mangueira é a segunda maior vencedora no rol das campeãs do carnaval do Rio, com 19 conquistas (Foto: Gabriel Monteiro/Riotur)
Mangueira é a segunda maior vencedora no rol das campeãs do Carnaval do Rio, com 19 conquistas (Foto: Divulgação)

A Estação Primeira de Mangueira completou 90 anos em abril deste ano e está usando bem este momento importante para a escola. Além de comemorar e reverenciar suas raízes e inúmeros galhos, quer pensar, discutir e exaltar a maior expressão da cultura carioca: as Escolas de Samba.

Junto às suas coirmãs, a Estação Primeira vai realizar no dia 18 (sábado) o seminário ‘Mangueira 90 anos: Escolas de Samba e Cultura‘ no Museu de Arte do Rio. O encontro promoverá debates e rodas de conversa a respeito de diversos aspectos do Carnaval, como o desgaste dos enredos até a presença cada vez maior das mulheres.

Para encerrar a programação, nada melhor que ouvir boas histórias contadas pelos veteranos, numa roda de conversa com ilustres representantes da Velha Guarda. O evento será realizado em um auditório para 98 lugares. O espaço está sujeito à lotação e seguirá a ordem do credenciamento. As inscrições são feitas online.

Confira a programação:

9h às 9h30 – Credenciamento e coffee break

9h30 às 10h30 – Mesa de abertura: 90 anos de Mangueira

Os ilustres mangueirenses Elmo dos Santos, Álvaro Caetano, Eli Gonçalves (Chininha) e Chiquinho da Mangueira contarão a história da Estação Primeira, mediados pela pesquisadora Marília Barboza, autora do livro ‘Fala, Mangueira’.

10h40 às 12h10 – Mesa 1: Departamento Cultural e Carnaval

Como consequência do cenário político envolvendo disputas no campo da cultura do Rio de Janeiro, vemos se fortalecer uma preocupação de resgate de valores culturais dos desfiles das escolas de samba carioca. Qual o papel dos Departamentos Culturais nestas discussões? Como este movimento interfere na construção dos desfiles?

Participarão deste debate Luiz Carlos Magalhães, presidente da Portela e atual diretor Cultural da Liesa; Vinícius Natal, diretor Cultural da Vila Isabel, e Andréa Corrêa, diretora Cultural da Estação Primeira de Mangueira, com mediação de João Gustavo Melo.

13h30 às 15h – Mesa 2: Mulheres do Samba, guardiãs da ancestralidade

O papel de articuladoras da comunidade negra desempenhado pelas ‘Tias Baianas’ na virada dos séculos XIX e XX definiu a história do samba no Rio de Janeiro. Ao longo do tempo, o feminino tem assumido, neste universo, diversos papeis e espaços. Esta mesa se propõe a retratar essa trajetória e analisar as transformações ocorridas, destacando a diversidade de atuação da mulher e seu caráter de guardiã da ancestralidade.

Comporão este debate Squel Jorgea, porta-bandeira da Estação Primeira de Mangueira; Selminha Sorriso, porta-bandeira da Beija-Flor; Maria Augusta, carnavalesca e pesquisadora, e Tia Nilda, baiana da Mocidade Independente de Padre Miguel. A conversa é mediada pela jornalista Flavia Oliveira.

15h10 às 16h40 – Mesa 3: Enredos, narrativas e discursos

O atual momento dos desfiles das escolas de samba revela um desgaste das narrativas e discursos presentes nos enredos das últimas décadas, ao mesmo tempo em que se fortalecem enredos políticos e uma preocupação com o resgate de valores culturais.

Para debater esse novo cenário, o evento traz Leandro Vieira, carnavalesco da Estação Primeira de Mangueira; Fábio Fabato, jornalista e pesquisador; o enredista João Gustavo Melo e Rosa Magalhães, carnavalesca da Portela. A mediação é do jornalista Anderson Baltar.

17h às 19h – Mesa 4: Velha-Guarda e memória

As raízes da enorme árvore genealógica do samba representada por esses personagens que guardam nossa memória. Integrantes da Velhas-Guarda de Mangueira, Portela e Império Serrano nos presentearão com suas histórias em uma conversa mediada pelo jornalista Fábio Fabato.