Segurança

Anvisa denuncia falsa vacina contra Covid-19, em Niterói

Versão falsificada de vacina estaria sendo oferecida para venda, em Niterói. Seria o medicamento ainda em testes da Universidade de Oxford

13 de outubro de 2020
A Anvisa informou à Polícia Federal sobre a comercialização em Niterói de supostos lotes da vacina de Oxford, ainda não aprovada no Brasil (foto: divulgação)

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A Polícia Federal está investigando denúncia de que uma empresa estaria tentando vender uma versão falsificada da vacina contra a Covid-19, em Niterói. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o golpe usa a marca do medicamento que vem sendo desenvolvido pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, ambos da Inglaterra.

A Anvisa, por meio de nota, lembrou que não há ainda uma vacina contra a Covid-19 autorizada para ser vendida no Brasil. A agência alerta que, até a liberação oficial, ninguém está autorizado a comercializar nenhum suposto imunizante contra a doença.

“Existem no Brasil vacinas contra a Covid-19, exclusivamente para uso em estudos clínicos. Não há permissão para comercialização e distribuição dessas vacinas”, disse a nota da Anvisa.

Vacina de Oxford está em fase de testes

A denúncia original chegou à agência no último dia 25 de setembro e, no mesmo dia, a Polícia Federal foi comunicada sobre o problema. “A Anvisa recebeu a denúncia sobre a suposta comercialização irregular da vacina contra a Covid-19 por meio de seus canais oficiais, indicando que estaria sendo disponibilizada por uma empresa localizada em Niterói/RJ a vacina de Oxford contra a Covid-19”, esclarece a nota da Anvisa.

A vacina da Universidade Oxford, desenvolvida em parceria com o laboratório AstraZeneca, ainda está em fase de testes e não foi aprovada para aplicação geral ou venda no Brasil.

O Ministério da Saúde brasileiro acompanha os testes dessa vacina e de outros 200 estudos para o combate à Covid 19, segundo nota distribuída para a imprensa.

Por enquanto, no Brasil apenas voluntários estão recebendo doses da vacina de Oxford e de outras instituições. A Anvisa faz o acompanhamento das etapas necessárias para comprovação da eficácia, sem danos às pessoas. Apenas então haverá a liberação dos medicamentos, que só devem estar disponíveis no próximo ano.