André Ceciliano pressiona Enel para melhoria dos serviços | Diário do Porto


Energia

André Ceciliano pressiona Enel para melhoria dos serviços

Em meio à diversas críticas de empresas e clientes, presidente da Alerj anunciou que vai se reunir com o Ministério Público e que estuda propor uma CPI

26 de maio de 2022

Presidente da Alerj, o deputado André Ceciliano (Rafael Wallace/Alerj)

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O presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), deputado André Ceciliano (PT), cobrou representantes da Enel, empresa responsável pelo fornecimento de energia no Noroeste Fluminense, melhorias no atendimento ao setor industrial e da região como um todo. Em evento realizado pelo Fórum da Alerj de Desenvolvimento Estratégico do Rio, em Itaperuna, empresários locais denunciaram cortes irregulares, oscilações no fornecimento de energia e até mesmo a falta de poda de árvores.

Em conjunto com representantes do Ministério Público, Ceciliano disse que pode protocolar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) caso as demandas emergenciais não sejam atendidas pela concessionária. “Nós vamos fazer um grupo de trabalho no Rio e acionar a Comissão de Defesa do Consumidor e a Procuradoria da Alerj para começar a notificar a Enel e a Aneel”, enfatizou o presidente da Alerj. O parlamentar ainda acrescentou que podem ser feitas investigações relacionadas aos investimentos da empresa no Brasil.

O empresário Rafael Mangaravite, do setor de embalagens plásticas, ressalta que são comuns problemas como irregularidades na transmissão da energia,  suspensões não programadas e cortes do serviço mesmo com o débito em dia. “A gente quer trazer de fora máquinas que melhorem a nossa produção, mas não dá para ligá-las às redes da cidade porque temos de três a quatro oscilações de tensão por semana”, conta.

Mangaravite ainda diz que esses problemas prejudicam o Rio em relação a outros estados. “Não conseguimos gerar emprego e renda na cidade, e estamos perdendo competitividade para estados como São Paulo e Santa Catarina”, criticou.


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Problemas de atendimento levados em conta pela Alerj

Os clientes da Enel também contam que enfrentam problemas básicos de atendimento, como a falta de poda de árvores, o recebimento de contas atrasadas e a dificuldade em estabelecer acordos para melhorar o fornecimento de energia na região.

Marlon Faria, diretor de uma empresa de papel da região, contou que já realizou 150 reuniões com a Enel desde 2002. “Trabalho com energia elétrica a vida inteira e esse é o pior momento da Enel nos meus 35 anos de profissão. Eu acho que, como cidadão do Noroeste Fluminense, na minha profissão de engenheiro eletricista, é inaceitável a postura da Enel”, disse.

A diretora de Relações Institucionais da empresa, Andréia Câmara Andrade, reconhece as críticas e entende que a empresa precisa melhorar a logística e a forma de atuação. “Todas as demandas estão mapeadas e estamos trabalhando para resolvê-las. A ideia não é se desculpar, mas dizer que não há má-fé por parte da empresa. Temos limitações e inúmeras oportunidades de melhorias. Estamos trabalhando nelas”, afirmou.

 


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