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Empreendedorismo

Chegada da Amil anima empreendedores no Porto

Comerciantes da Gamboa animam-se com a chegada de 1.500 funcionários da Amil ao Vista Guanabara, mas alertam sobre a insegurança. Alô governador Witzel!

21 de agosto de 2019

Prédios da Zona Portuária começam a ser ocupados e a gerar movimento na região(foto DiPo)

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Aos 36 anos, Naldo Cordeiro vende lanches perto do Hospital dos Servidores. É uma tradição da família, e foi assim que ele acompanhou as obras de revitalização da Região Portuária. “Cheguei a pensar que todo o dinheiro gasto aqui tinha ido para o ralo. Agora, volto a ter esperança com a chegada desse pessoal”, diz Naldo, apontando para o lado dos prédios da L´Oréal e do Vista Guanabara, alguns dos prédios corporativos mais vistosos da região.

O Vista Guanabara acaba de receber a segunda leva de 400 funcionários da Amil e de sua controladora no Brasil, a UnitedHelth group. Faltam duas ondas de mudança da Barra para a Gamboa: a próxima, no dia 2 de setembro, de umas 200 pessoas, e a última, dia 06 de setembro, de mais 500 funcionários, totalizando 1.500.

 

Edifícios do Porto Maravilha
Edifícios da L´Oréal (à esquerda) e Vista Guanabara recebem novas empresas (foto: Dipo)

“A chegada dessas empresas só tem a ajudar o crescimento da Região Portuária”, alegra-se Naldo, o vendedor de lanches. Perto dele fica o Deguster Café, que, além do seu tradicional cardápio de almoço, acaba de lançar um café da manhã. É um investimento que chama a atenção de quem chega e começa a circular na região.

Ricardo Volkam, gerente do Deguster Café, diz que a região nunca teve um movimento muito grande, mas a expectativa é de que o lucro só cresça. “Nos fins de semana, temos alguns turistas que passam por aqui, mas de segunda a sexta nunca recebemos muitos clientes. Só nessas ultimas semanas, quando a Amil começou a chegar, já tivemos resultados bastante positivos”, explicou o gerente. Os funcionários da L’Oréal já viraram fregueses, e, sempre que possível, o Deguster dá uma caprichada e muda o cardápio para atender todos os gostos.


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Noemi Peralta, que tem uma loja na rua Venezuela, comemora a chegada das empresas, mas ressalta a necessidade de a região ter mais residências. “Seria ótimo se aqui tivesse mais casas, pois esse pessoal todo que trabalha podia morar aqui. Aí, podiam investir em um supermercado. O Porto precisa mesmo é de mais gente“, diz Noemi. É o que pensa o empresário Cláudio Castro, dono da Sérgio Castro Imóveis, que abriu o verbo em entrevista ao DIÁRIO DO PORTO.

Comércio pede mais segurança

Um pouco mais de segurança também faria muito bem, acrescentam comerciantes. Marlos Silva Campos, dono de um estacionamento, diz que acredita no futuro da região, mas que as autoridades precisam dar mais atenção à Região Portuária. “Eu fecho aqui cedo. Por volta das 17h, isso vira um cemitério. Se não melhorarem a segurança, as empresas vão sair já já.”

Ao lado do estacionamento tem uma banca que, segundo Marlos, foi arrombada na noite de segunda-feira 19. Ao longo de todo o período em que a equipe do DIÁRIO DO PORTO esteve na região, não foram vistos policiais fazendo patrulha ou qualquer agente do Centro Presente. Alô governador Wilson Witzel!

Caio Garritano, sob supervisão

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