Almanaque Carioquice 2019: recantos saborosos para o verão

Confira recantos do Almanaque Carioquice 2019, um roteiro de muito bom gosto para mergulhar na alma carioca na mais carioca das estações

Capa do Almanaque Carioquice 2019
Capa do Almanaque Carioquice 2019

Um verão, muitos Rios. Quem gosta de mergulhar nos recantos da alma carioca na mais carioca das estações precisa ficar atento à chegada do Almanaque Carioquice 2019 nas livrarias. O charmoso guia dá dicas preciosas sobre recantos de astronomia, arquitetura, vistas, passeios, festas e compras que só poderiam existir por aqui.

Editado pela Insight Comunicação para o Instituto Cultural Cravo Albin (ICCA), o Almanaque Carioquice 2019 festeja a pluralidade cultural e histórica do Rio e atiça a curiosidade. “As surpresas das revelações traduzem, com precisão e bom senso, o crucial desvelar que forma e identifica o milagre do Espírito Carioca. Há uma configuração audaciosa e necessária de veredas totalmente desconhecidas”, fala bonito Ricardo Cravo Albin, presidente do ICCA.

Em 180 páginas, o leitor tem dicas, por exemplo, sobre como degustar um pescado bom e barato no Centro (Bar do Peixe), conhecer obras de arte de pacientes com transtornos mentais (Museu de Imagens do Inconsciente) e encontrar relíquias barrocas longe de Ouro Preto (Igreja de São Francisco da Prainha).

Tem de tudo um pouco, até o Palácio da Ferramenta para os amantes da bricolagem. Paulinho da Viola é um deles. Não vai dizer que você sabia que a Praça 2 é uma espécie de Saara em Vigário Geral, ideal para pechinchar. Sabia? E você conhece o baile Charme do Viaduto de Madureira, que junta mais de duas mil pessoas? A Costela no Bafo do Cachambeer?

Recantos do Porto Maravilha

Eclético como a maravilha de lugar que o inspira, o Almanaque Carioquice é um convite para celebrar o Rio em textos gostosos e imagens curiosas. A região portuária, naturalmente, marca presença. O DIÁRIO DO PORTO destaca alguns desses recantos. Confira:

 

 

Armazém da Utopia (Alexandre Macieira, Riotur)
Armazém da Utopia (Alexandre Macieira, Riotur)

Armazém da Utopia – A arquitetura singular do centro cultural Armazém da Utopia, marcada pela estrutura original em aço e pelas paredes de tijolo aparente, preserva a memória do seu passado portuário. Desde março de 2017, o prédio passou a exibir, em sua fachada, um conjunto de murais de grafite, que consiste em releituras das obras do pintor francês Jean Baptiste Debret, retratando a escravidão. Foram também instalados murais compostos por ladrilhos pintados a mão por alunos e professores de instituições da rede municipal de ensino do Rio. O espaço sedia diversos eventos nas áreas de música, dança e artes visuais.

Gracioso – O simpático sobrado com parede de pedras aparentes oferece um suculento pernil assado – em porção ou como recheio de sanduíche –, bolinho de aipim com bacalhau e o disputado Petisco Brasileirinho: bolinho de feijão carioquinha com farinha de mandioca, recheado com carne-seca, queijo coalho, bacon e couve, empanado com farinha de torresmo. Entre os líquidos, uma variada gama de cervejas e 60 rótulos de cachaças.

Espaço Cultural da Marinha – A Galeota D. João VI, construída em 1808 e que esteve em uso até os primeiros governos republicanos, remete a meninada ao século XIX. A viagem prossegue a bordo do submarino Riachuelo e da Nau dos Descobrimentos, que estão atracados no cais do Espaço, até conhecer o helicóptero do museu. A exposição “Azul da cor do mar” apresenta a importância do desbravamento dos mares a partir das Grandes Navegações.

 

Trapiche Gamboa, perto do Valongo
Trapiche Gamboa, perto do Valongo

Trapiche Gamboa – No sobrado de 1857, com parede de tijolos aparentes, o importante é cultuar a roda de samba como a dos antigos terreiros, sempre com a pista cheia e regada a cerveja gelada e petiscos tradicionais.

Igreja de São Francisco da Prainha – Fundada no ano de 1696, ao pé do Morro da Conceição, homenageia São Francisco de Assis, o padroeiro dos animais. Em 1711, durante a invasão francesa à cidade, as tropas inimigas estavam encurraladas entre a capela e um trapiche, onde se armazenava o açúcar que chegava ao porto. Para provocar a rendição adversária, o governador-geral da capitania do Rio de Janeiro, Francisco de Castro Morais, ordenou o incêndio da igreja (e do trapiche), que só seria reconstruída em 1738, quando adquiriu contornos barrocos. Tombado pelo Iphan em 1938, o prédio foi se deteriorando até sua interdição pela Defesa Civil em 2004. Após 12 anos de abandono, passou por ampla restauração no âmbito das obras do Porto Maravilha, sendo reaberta em 2015.

Livraria Camerino – Aberta em 1971 na Zona Portuária, em frente ao Jardim Suspenso do Valongo, a casa oferece, além de artigos de papelaria e miudezas, cerca de 115 mil títulos – didáticos, romances, guias e revistas raras.

Livraria Lumen Christi – Na lojinha instalada dentro do suntuoso Mosteiro de São Bento se encontram, além, das edições com conteúdos religiosos, imagens e medalhas, chocolates e doces produzidos no Sul do país.

Arsenal da Marinha – O Arsenal da Marinha, no I Distrito Naval, está instalado na Ilha das Cobras, na Baía de Guanabara. Em 1761, o complexo formado pelo Forte Agostinho, a Fortaleza de Santa Margarida e a Fortaleza Pau da Bandeira foi denominado Fortaleza de São José da Ilha das Cobras. Lá, é possível visitar os calabouços da edificação. Mas a maior atração se esconde dentro do Hospital Central da Marinha: a cela onde Tiradentes permaneceu preso entre 1789 e 1792 – e com a respectiva chave! Além disso, há a Capela de São José, dos monges beneditinos (os primeiros ocupantes da ilha), construída ainda na primeira década do século XVIII. As visitas são gratuitas, sempre nos terceiros finais de semana de cada mês, com saídas a partir do Espaço Cultural da Marinha, às 13h e 15h.

Serviço:

Almanaque Carioquice 2019

Editado por Insight Comunicação

180 páginas

Disponível em www.almanaquecarioquice.com.br a partir do dia 5 de dezembro.

Versões impressa e audiolivro

 

Todas as Notícias