Alerj tem projetos contra a 'vacina de vento' | Diário do Porto

Política

Alerj tem projetos contra a ‘vacina de vento’

Além da falta de vacina e de responsabilidade nas aglomerações, banditismo agrava epidemia. Deputados protocolam projetos para combater ‘vacina de vento’

17 de fevereiro de 2021


Banditismo na pandemia preocupa Alerj: lei contra "vacina de vento"


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Como se não bastassem o número inaceitável de mortes, as aglomerações de irresponsáveis e a falta de vacinas, o banditismo se tornou uma preocupação a mais para a sociedade e as instituições, preocupadas com os efeitos da pandemia sobre a saúde e a extensão do desemprego. As denúncias de falsas vacinações, as tais “vacinas de vento”, motivaram a apresentação de dois projetos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Os projetos dos deputados Anderson Moraes (PSL) e Sérgio Fernandes (PDT) determinam que os profissionais de saúde mostrem ao vacinado e ao acompanhante todas as etapas da aplicação. Elas vão desde a aspiração do líquido na ampola até a completa injeção, com posterior comprovação de que a seringa está vazia. O agente de saúde não pode impedir o registro de imagens do procedimento.

Deputado Sérgio Fernandes
Sérgio Fernandes: “notícias absurdas” (Alerj)

Os projetos foram protocolados nesta Quarta-Feira de Cinzas, que teve sessão convocada pelo presidente, André Ceciliano (PT). Eles tentam garantir aos cidadãos transparência da aplicação da vacina contra Covid-19 e o direito a registrar as etapas da aplicação.


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“Diante das notícias e vídeos absurdos que indicam fraudes na aplicação, é preciso uniformizar o procedimento em todo o estado para que o cidadão tenha certeza e segurança de que foi devidamente imunizado“, justificou o deputado Sérgio Fernandes.

Um crime “impensável”

A proposta de Anderson Moraes prevê ainda que o agente público que comprovadamente não for transparente na administração da vacina deverá ser afastado do posto e responderá processo no órgão responsável.

Deputado Anderson Moraes
Moraes quer listagem de vacinados

“Já apresentei projeto para que seja divulgada a listagem dos vacinados, para coibir casos de fura-fila. Além de assegurar o cumprimento das prioridades, as pessoas precisam ter segurança de que foram vacinadas. É impensável uma ‘vacina de vento’ no meio de uma pandemia“, afirma Anderson Moraes.

A Polícia Civil do Rio abriu investigação para apurar a suposta falsa aplicação de vacinas contra a covid-19 em diferentes cidades do Estado. A prática, se comprovada, pode configurar crime de peculato, cujas penas que podem chegar a até 12 anos de prisão.