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Alerj sugere que Fundo Soberano financie produção de fertilizantes

Na segunda-feira Fundo Soberano receberá seu primeiro aporte. Presidente da Alerj sugere que recurso seja destinado para produção de fertilizantes

24 de março de 2022

Alerj quer que Fundo Soberano financie produção de fertilizantes (reprodução/internet)

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Na próxima segunda-feira o Governo do Estado fará o primeiro aporte de recursos no Fundo Soberano. Criado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por meio da Emenda Constitucional 86/21, o fundo receberá R$ 2,1 bilhões, recurso de excedente dos royalties e participações especiais do petróleo explorado no estado. O recurso é uma reserva que poderá financiar projetos estruturantes para o desenvolvimento do Rio, como a criação de um Centro de Excelência em Fertilizantes.

O Brasil tem grande dependência do fertilizante importado, especialmente de países como Rússia e Ucrânia, em guerra há um mês. Além de encarecer o produto, o conflito pode afetar a oferta do insumo para importação, o que pode impactar a próxima safra do País.

“Conversei com o governador Cláudio Castro e disse que precisamos utilizar os recursos do Fundo Soberano em projeto que atraiam novos investimentos para o estado. O Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no País. Nos últimos cinco anos, o preço já quase quintuplicou e, logicamente, isso impacta no preço do alimento para o consumidor. O Rio não pode perder a janela de oportunidade de investir nessa tecnologia”, afirma o presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), autor da Emenda Constitucional.

O presidente da Alerj elencou as condições que permitem ao estado empreender na produção desses insumos à agricultura e contribuir para a redução da dependência externa que o País, que é hoje o quarto maior produtor de grãos do mundo. Para isso, será necessário ampliar a malha de dutos, que trazem gás natural dos poços de petróleo até as unidades de processamento. O gasoduto da Rota 3, que liga os poços do Pré-Sal da Bacia de Santos até o município de Itaboraí, está previsto para entrar em operação em julho deste ano.

“Temos, no Estado do Rio, a principal matéria-prima para produzir o fertilizante mais utilizado no mundo, chamado de nitrogenado, que se origina do gás natural. Temos o Porto de Itaguaí e o Porto do Açu que podem ser bases para o escoamento dessa matéria-prima. Mas precisamos fazer o gás chegar nesses pontos e, para isso, temos que fazer investimentos. Por isso estamos brigando para ter gasodutos”, diz Ceciliano.

Esta semana, o parlamentar anunciou a intenção de propor, na Alerj, a doação de recursos para que o estado tenha um Centro de Excelência em Fertilizantes. “Possivelmente, vamos fazer uma parceria para ajudar a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no Parque Tecnológico, com um aporte de R$ 30 milhões, para transformar um prédio que está desativado em centro de pesquisa. A chegada do gás na costa favorece também a indústria de transformação de vidro e as siderúrgicas”, explica.


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