Alerj investiga a Enel, cuja concessão expira em 2026 | Diário do Porto


Infraestrutura

Alerj investiga a Enel, cuja concessão expira em 2026

Enel tirou sua sede do Rio e levou para São Paulo. Concessionária de energia é investigada por maus serviços no Noroeste Fluminense

13 de junho de 2022

A Enel manteve escritórios no Porto Maravilha, mas levou a sede para São Paulo (foto: reprodução da Internet)

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que apura os maus serviços prestados pela concessionária Enel vai avaliar providências a serem tomadas quanto à renovação da concessão, que expira em 2026. A CPI da Energia Elétrica foi instaurada na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e quer saber também os motivos da Enel para ter tirado sua sede do Rio e levado para São Paulo.

A transferência da sede é mais um desgaste da concessionária de origem italiana com empresários e autoridades do Estado do Rio. A Enel vem sendo acusada de não ter realizado investimentos necessários para melhorar seus serviços, principalmente no Noroeste Fluminense, afetando a economia e a vida de cidades como Itaperuna. Na semana passada, representantes da Enel disseram na Alerj que a empresa investiu R$ 267 milhões nos últimos quatro anos nessa região. Os deputados não acreditaram nos números e consideraram a prestação de contas genérica e inespecífica.

A concessionária Enel assumiu, em 2017, o fornecimento de energia elétrica em 66 dos 92 municípios do Estado. Presente à audiência, o presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), questionou a falta de resultados das ações da empresa. Apoiado nos depoimentos de empresários e produtores rurais, o deputado ressaltou que a má qualidade dos serviços da concessionária tem causado enormes prejuízos ao desenvolvimento econômico do Estado do Rio.

O presidente da CPI, o deputado Rodrigo Amorim (PTB) acusou a empresa de agir com falta de transparência. “Queríamos fazer uma avaliação técnica, apurar profundamente, mas nos apresentaram números vagos e soltos. Fico constrangido com o papel que estão fazendo. É uma tentativa de imposição de marketing apenas”, criticou o deputado.

Enel diz que pretende investir mais R$ 50 milhões

O diretor de Relações Institucionais da Enel, Guilherme Brasil Freitas, afirmou que, além dos R$ 267 milhões aplicados nos municípios do Noroeste, a concessionária pretende investir mais R$ 50 milhões este ano. Ele alegou que, nos últimos quatro anos, houve redução de 42% na quantidade de horas de interrupção do serviço na região.

O diretor-geral da Alerj, Wagner Victer, que é engenheiro e ex-secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Estado do Rio, sugeriu que a CPI recorra ao apoio da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). “A Enel tem que passar por inspeções regulares da agência reguladora. A CPI poderia requisitar inspeções extraordinárias da Aneel nas instalações do Noroeste fluminense”.

A proposta foi acolhida pelos membros da CPI que também vão solicitar à agência a descrição detalhada dos investimentos realizados pela Enel desde o início da atuação da empresa. Os parlamentares também vão insistir no comparecimento do presidente da concessionária a futuras audiências.

 


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