Política

Alerj doa R$ 5 milhões para UFRJ fazer mil respiradores

Projeto da Alerj que aprovou a doação segue para a sanção do governador Wilson Witzel. Aparelhos são feitos na UFRJ, que lançou campanha de financiamento

8 de maio de 2020
Protótipo de respirador da UFRJ: verba da Alerj dará para montar mil aparelhos

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) anunciou o repasse de R$ 5 milhões de seu orçamento à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para construção de respiradores mecânicos para o tratamento do coronavírus. Os recursos, do Fundo Especial do Parlamento Fluminense, estão previstos no projeto de lei 2.534/2020, que segue para sanção do governador Wilson Witzel.

A transferência é possível devido à Lei 8.803/2020, sancionada na terça-feira 5 de maio, que alterou a legislação sobre o Fundo Especial da Alerj. A norma garante que o fundo possa custear projetos de Centros de Pesquisas Tecnológicas vinculados a universidades estaduais e federais, além de programas nas áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública.

Segundo o presidente da Alerj, deputado André Ceciliano (PT), os R$ 5 milhões podem custear cerca de mil aparelhos. “Dependendo da velocidade de construção e da necessidade da população, vamos avaliar novos repasses do dinheiro economizado do orçamento da Alerj. Tudo será feito com fiscalização dos órgãos de controle”, declarou Ceciliano.

Ventiladores emergenciais só para doação

Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores do Programa de Engenharia Biomédica da Coppe/UFRJ, os respiradores foram projetados para uso emergencial durante a pandemia. Para produzir as unidades, a UFRJ lançou na última semana uma campanha de financiamento. Os respiradores produzidos pela universidade ainda precisam da liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para testes e produção.


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Coordenador do projeto na Coppe/UFRJ, o professor Jurandir Nadal explica que os equipamentos vão para os hospitais. “O ventilador que desenvolvemos é um recurso simples e seguro, porém emergencial, que deve ser utilizado somente quando não houver um equipamento padrão disponível, como já vem acontecendo em outros países. Os ventiladores não serão comercializados, mas distribuídos para os hospitais e posteriormente doados ao Sistema Único de Saúde”, afirmou.