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Economia

Alerj debate ações para a recuperação econômica do Rio

Fórum da Alerj de Desenvolvimento Estratégico do Rio de Janeiro discutiu proposta para um polo de indústrias da Saúde, com investimentos de R$ 7 bilhões

24 de fevereiro de 2021
O Fórum da Alerj reuniu representantes de vários setores da sociedade, com a mediação do presidente André Ceciliano (foto: reprodução da Internet)


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A criação de um Complexo Econômico-Industrial de Saúde e a aprovação do “Supera Rio”, auxílio emergencial elaborado pelos deputados estaduais do Rio, estiveram entre os principais assuntos discutidos pelo Fórum da Alerj de Desenvolvimento Estratégico do Rio de Janeiro, na terça-feira, 23/2.

O encontro virtual promovido pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) reuniu parlamentares, representantes de universidades, setores da indústria, comércio e serviço e entidades de classe para elaborar a agenda estratégica de 2021 do Legislativo fluminense.

O presidente da Alerj, André Ceciliano (PT), mediou a reunião na qual foram apresentados dados que apontam disponibilidade de investimentos da ordem de R$ 7 bilhões para o desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial de Saúde. Segundo o presidente da Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, o polo pode atrair até 3.000 empresas para o Rio.

A presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ), Maria Luiza Reis, concordou com as projeções da Firjan. Ela afirmou que o Rio tem condições de unir startups e empresas de Saúde, multiplicando os efeitos econômicos do setor.

Presidente da Alerj destaca leis contra efeitos da pandemia

Ceciliano disse que o Fórum tem como objetivo trabalhar em parceria com o Governo e a sociedade na busca de soluções para os entraves dos setores econômicos. “Desde o início dessa crise sanitária a Alerj, tem se mostrado atuante e ao lado da população. Foram 445 leis aprovadas em 2020 para minimizar os impactos da pandemia“, destacou.

A reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise de Carvalho, defendeu parcerias entre instituições públicas e privadas para alavancar o Complexo de Saúde. “Só a UFRJ tem duas vacinas em testes, uma delas com tecnologia RNA. Eu sonho e espero ver um país capaz de exportar vacinas, não só produzindo para a sua população. Com parceiras, vamos fazer o Brasil avançar”, afirmou.

O reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ricardo Lodi, destacou a importância da aprovação do auxílio emergencial para a população. “O Estado do Rio, por iniciativa do Ceciliano, em apoio com o Governo estadual, está demonstrando que existe outro caminho para o desenvolvimento econômico, de forma que gere mais receita e empregos no Rio. Porém, vale lembrar, que esse financiamento não deve ser custeado pela saúde, educação e por servidores públicos. Ele, o ‘Supera Rio’, não depende dessas providências”, disse Lodi.

Os participantes do Fórum destacaram ainda iniciativas para estimular a ocupação residencial do centro da cidade do Rio, recuperar os voos perdidos pelo Aeroporto Internacional do Galeão, regulamentar o serviço de sites de hospedagem, que não pagam impostos e concorrem com o setor formal do turismo

O presidente da Alerj ressaltou também a importância de defender o investimento na cadeia produtiva de petróleo e gás no Estado: “Queremos que essa indústria venha para cá. O Repetro é um modelo que beneficia empresas de fora. Temos menos de 20% desses contratos no Rio, sendo que 60% do petróleo produzido no Rio vai para fora do país. Esse será um assunto que vamos discutir muito esse ano também”, frisou Ceciliano.


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