Alerj cria prêmio Marielle Franco | Diário do Porto


Política

Alerj cria prêmio Marielle Franco

A iniciativa busca a valorização de ações em defesa dos direitos humanos. Prêmio é uma homenagem a vereadora e ativista assassinada em 2018

2 de dezembro de 2021

Prêmio da Alerj contempla 47 ativistas dos Direitos Humanos (reprodução Facebook)

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o projeto de resolução 625/18, que cria o Prêmio Marielle Franco. A homenagem será concedido a personalidades que tenham desenvolvido ou estejam implementando ações de promoção, valorização ou defesa dos direitos humanos no Estado do Rio, com destaque para os direitos da população negra, das mulheres e da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis). A medida será promulgada pelo presidente da Alerj, deputado André Ceciliano, e publicada no Diário Oficial do Legislativo nos próximos dias. O texto é de autoria original da deputada Zeidan (PT) e do ex-deputado estadual Marcelo Freixo.

Zeidan afirmou que a data para a premiação deverá em dezembro, por ser o mês em que é celebrado no dia 10, o Dia Internacional dos Direitos Humanos. “Nada mais justo do que reconhecer a atuação de Marielle Franco e de todos os defensores e defensoras de direitos humanos que atuam no nosso estado instituindo um prêmio que possa valorizar as práticas e estudos sobre este tema”, diz.


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Um prêmio à memória de Marielle

Na noite do dia 14 de março de 2016, no bairro do Estácio, na Região Central da capital, o carro que conduzia a vereadora foi atingido por nove dos 13 tiros disparados. Marielle e seu motorista, Anderson Pedro Gomes, morreram vítimas desses disparos. Apesar de alguns avanços na investigação sobre o crime, as autoridades ainda não descobriram os autores e nem o motivo. A morte de Marielle Franco repercutiu no mundo, com manifestações da população por vários dias nas ruas e muitas notícias divulgadas sobre o assassinato da vereadora no exercício de seu mandato.

Eleita vereadora com mais de 46 mil votos em 2016, socióloga e mestre em Administração Pública, Marielle Franco tinha 38 anos, nasceu e cresceu na favela da Maré, era lésbica, mãe e ativista das causas das mulheres e das populações negra, periférica e LBGT. Antes do cargo político, atuou na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Alerj pelo gabinete de Freixo.

Assinam como coautores os deputados André Ceciliano (PT), Eliomar Coelho (Psol), Waldeck Carneiro (PT), Enfermeira Rejane (PCdoB), Flavio Serafini (PSol), Luiz Paulo (Cidadania) e Carlos Minc (PSB).