Alerj aprova prêmio para preservar ancestralidade africana | Diário do Porto


História

Alerj aprova prêmio para preservar ancestralidade africana

Alerj aprovou a criação do Prêmio Baobá. Projeto de autoria do deputado Átila Nunes (MDB) busca preservar a herança africana no Estado do Rio

10 de março de 2022

Cais do Valongo é o maior marco da ancestralidade africana no Rio (divulgação)

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta quinta-feira a criação do Prêmio Baobá. A iniciativa busca reconhecer a preservação da ancestralidade africana no Estado. O Projeto de Resolução 869/21, de autoria do deputado Átila Nunes (MDB), será promulgado pela Mesa Diretora da Alerj nos próximos dias para então seguir para sanção do governador Cláudio Castro.

Podendo atingir mais de 30 metros de altura, o Baobá é uma árvore natural do continente africano e é tida como a “árvore da vida” por muitas etnias da região.

A Região Portuária e sua herança africana

“As raízes do Baobá representavam os ancestrais da comunidade, os quais, como as raízes da árvore, também estavam firmes na terra e em suas origens continuavam participando da vida do grupo, auxiliando-os em importantes decisões e um dia reencarnariam para retornarem ao seu clã. O tronco eram as crianças em crescimento, indo em direção ao ápice de suas vidas. Galhos e folhas significavam o amadurecimento, e as folhas, ao caírem, retornando ao solo para alimentar as raízes, davam continuidade ao ciclo”, explicou o autor da medida.

Denominada de Pequena África, a Região Portuária abriga os maiores marcos e monumentos da ancestralidade africana no Rio. Lá estão o Cais do Valongo, maior porto de escravos do mundo no século XIX e patrimônio cultural da humanidade, o Cemitério dos Pretos Novos, onde foram enterrados os corpos de escravos que morreram na travessia transatlântica, e a Pedra do Sal, ponto de encontro do samba e da cultura negra em São Sebastião de Rio de Janeiro.


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