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Aeroportos: ministro faz leilão e disputa Governo de SP

Aeroportos Santos Dumont, Congonhas e de Belém estão na mira de Tarcísio de Freitas. Prefeitura e Governo do Rio se opõem ao modelo de privatização

1 de outubro de 2021

Aeroportos Santos Dumont (foto), Congonhas e de Belém devem ser privatizados em março (foto: Agência Brasil / Fernando Frazão)

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Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, quer antecipar para março o leilão do Aeroporto Santos Dumont e dos outros previstos na última rodada da Infraero, pois pretende deixar o cargo em abril, para disputar o governo paulista. O modelo da concessão do aeroporto central do Rio vem sendo contestado pelo Governo do Estado e pela Prefeitura da cidade, visto como prejudicial ao fortalecimento de um hub aéreo internacional no Aeroporto do Galeão.

A concessão do Santos Dumont faz parte dos leilões da última rodada de aeroportos da Infraero, o que também inclui Congonhas, em São Paulo, e Belém, no Pará. Os três são âncoras de blocos em que os futuros compradores se comprometem a investir e administrar aeroportos menores e deficitários. O afastamento do cargo de ministro em abril para disputar eleições é uma exigência legal.

Com essa urgência, o ministro quer que todos os trâmites para os leilões sejam concluídos em tempo recorde, antecipando o certame que antes estava previsto para junho. O edital do leilão foi colocado em consulta pública no último dia 21 de setembro e ficará disponível por 45 dias, antes de ser enviado ao Tribunal de Contas da União (TCU) para aprovação e recomendações finais.

Aeroportos de Minas são modelo para o Rio

Para a consulta pública, a Prefeitura do Rio preparou um estudo no qual afirma que o modelo ideal para o funcionamento integrado dos aeroportos da cidade do Rio seria igual ao adotado em Minas Gerais. Lá, o aeroporto central da Pampulha não compete por voos nacionais ou internacionais com o Aeroporto de Confins, que vem se consolidando com um hub aéreo.

O estudo aponta que para alimentar uma frequência de voo internacional são necessários seis voos nacionais operando no mesmo aeroporto. Para isso, o Santos Dumont deveria se concentrar apenas em linhas da ponte aérea para São Paulo e operações regionais no próprio Estado, deixando a maior parte dos voos nacionais para o Galeão.

Isso é o contrário do que propõe o modelo desenhado pelo Ministério da Infraestrutura com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Nessa proposta, o Santos Dumont não só manteria os voos atuais, como estaria apto a aumentar as frequências com seu novo administrador, inclusive com a possibilidade de operar voos para a América do Sul. A concentração de voos no Santos Dumont nos últimos anos o transformou em alimentador do Aeroporto Internacional de Cumbica, em São Paulo.

De acordo com a Folha, Tarcísio pretendia inicialmente disputar uma vaga ao Senado pelos estados de Goiás ou Mato Grosso, mas teria sido convencido a disputar o Governo de São Paulo a pedido do presidente Bolsonaro.


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