Aeroporto de Cabo Frio quer fortalecer Rio como hub logístico | Diário do Porto


Mobilidade

Aeroporto de Cabo Frio quer fortalecer Rio como hub logístico

Governo do RJ espera estimular investimentos em logística, com apoio do Aeroporto de Cabo Frio, que hoje tem voos para EUA, México, Ásia e Europa

9 de julho de 2021

Operado há 20 anos pela iniciativa privada, Aeroporto de Cabo Frio tem a a segunda maior pista do Estado do Rio (Foto: Divulgação)

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O Aeroporto Internacional de Cabo Frio, operado pela iniciativa privada há mais de 20 anos, quer se somar aos aeroportos Tom Jobim (Galeão) e Santos Dumont para ajudar a transformar o Estado do Rio de Janeiro no principal hub logístico da Região Sudeste. A proposta foi discutida em reunião de representantes do Governo do Estado com dirigentes do Aeroporto de Cabo Frio.

Contando com a segunda maior pista do estado, com capacidade para receber aeronaves cargueiras, o Aeroporto de Cabo Frio opera há cerca de 11 anos, regularmente, voo semanal de carga diretamente de Miami (EUA), alimentado por voos do México, Ásia e Europa, além de voos domésticos da América do Norte.

“O Aeroporto de Cabo Frio enxergou oportunidades e entregou uma importante estrutura logística, eficiente, moderna e competitiva para o Estado. Vamos utilizar essa facilidade que Cabo Frio oferece, estrategicamente localizada fora da região metropolitana, e soma-la às já existentes, como o Galeão e o Santos Dumont”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico Vinicius Farah.


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Eduardo Valle, presidente do Conselho de Administração do Aeroporto de Cabo Frio, destacou a vocação regional e a possibilidade de ajudar o Estado a alavancar a logística da região. “Acreditamos que podemos transformar o Rio de Janeiro, que tem uma localização extremamente estratégica, no hub logístico do Sudeste”, afirmou.

O aeroporto é um OEA (Operador Econômico Autorizado), certificação da Receita Federal que garante maior agilidade nos processos de desembaraço aduaneiro, sendo o portal de acesso internacional para cargas destinadas ao Porto do Açu. Além disso, é a principal entrada para o turismo e negócios da região Leste-Norte do Rio de Janeiro e estados vizinhos, e base de apoio offshore para empresas nacionais e internacionais da indústria de óleo e gás.

“Temos prospectado novos clientes e mercados para o Rio de Janeiro, criando um ecossistema de negócios e logística integrada para o desenvolvimento do Estado do Rio”, disse Rodrigo Vasconcelos de Abreu, diretor-geral do aeroporto, acrescentando que tem construído uma rede de parceiros que garante a qualidade das operações.


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