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História

Academia Brasileira de Letras disponibiliza acervo online

Por conta da Covid-19, Academia Brasileira de Letras considerou que era o momento oportuno para o lançamento do acervo museológico virtual

19 de abril de 2021


Na ABL, por acesso virtual, o usuário poderá consultar diversos materiais como coleções de pinturas, desenhos e esculturas (Foto: ABL / Divulgação)


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A Academia Brasileira de Letras (ABL) disponibilizou parte de suas obras para o público acessar digitalmente. A instituição considerou que o quadro de emergência sanitária causado pela pandemia de Covid-19, no qual a internet ganhou um papel importante, era o momento oportuno para o lançamento do acervo museológico online. São cerca de 200 itens.

O acesso virtual permitirá inicialmente ao usuário fazer consultas às coleções de pinturas, desenhos, esculturas e diversos materiais pertencentes à academia. Pelo novo sistema, o usuário terá acesso às fichas catalográficas das peças e suas fotografias.

As coleções já disponibilizadas virtualmente trazem exemplares de diversos artistas da história da arte brasileira. A coleção de pintura, com mais de 100 itens, conta com exemplares de Portinari, Dimitri Ismailovitch e Rodrigo Soares. Já a coleção de escultura tem obras de Rodolfo Bernardelli, Bruno Giorgi e Celso Antônio de Menezes, dentre 140 peças.

Marco Lucchesi, presidente da ABL, destaca que, como o acervo museológico é grande, os itens serão acrescentados aos poucos. “Estamos oferecendo a beleza da nossa museologia, com nossas imagens. É muito importante para o pesquisador, para a própria academia e para o grande público”, disse.


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Coleção de mobiliário da Academia Brasileira de Letras

De acordo com a academia, depois do acesso museológico virão outras iniciativas. A coleção de mobiliário, que será disponibilizada em breve, totaliza mais de 400 unidades. Cada peça pertenceu a algum acadêmico, desde o fundador da ABL, Machado de Assis.

“São peças que guardam em si mesmas um valor estético importante, dependendo de quem foi o dono anterior, mas é claro que em numa perspectiva mais intensamente ligada à cultura do Brasil, as peças acabam adquirindo valor agregado pela história de quem foi e por que chegaram à academia. É um ponto de orgulho a mais”, afirmou Lucchesi.