Abaixo-assinado exige o fim da remoção de árvores | Diário do Porto

Sustentabilidade

Abaixo-assinado exige o fim da remoção de árvores

Com 10 mil assinaturas, até agora, abaixo-assinado do Movimento Baia Viva pede o fim das podas assassinas de árvores. Documento será entregue à Prefeitura

9 de fevereiro de 2021
Abaixo-assinado pede que a Prefeitura pare de remover as árvores da cidade (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Compartilhe essa notícia:


O Rio de Janeiro está perdendo mais árvores do que ganha em plantio. O resultado disso tem sido a formação de ilhas de calor nos bairros, o que causa prejuízos à saúde coletiva. Para acabar com a devastação, o Movimento Baia Viva iniciou um abaixo-assinado online contra as remoções e podas desnecessárias de árvores saudáveis na cidade. A petição já tem mais de 10 mil assinaturas e será entregue à Prefeitura do Rio.

Além da entrega doabaixo-assinado, o Movimento Baia Viva também reuniu um conjunto de sugestões e propostas para a criação de um protocolo participativo do cidadão na Política Municipal de Arborização Urbana e de um Inventário Arbóreo da cidade.

O ambientalista Sérgio Ricardo, fundador do Movimento Baia Viva e apoiador do abaixo-assinado, vem acompanhando, nos últimos anos, os casos de podas de árvores saudáveis no município do Rio. Apesar de nunca ter sido feito um inventário das arbóreo, estima-se que na cidade existam mais de um milhão de árvores em ruas e praças e este rico e diversificado patrimônio paisagístico, ecológico e cultural precisa ser protegido e preservado pela prefeitura e a sociedade”, enfatiza.

De acordo com Sérgio Ricardo, os últimos Governos reduziram o orçamento anual da Fundação Parques e Jardins (FPJ), responsável pela arborização e produção de plantas ornamentais para os parques e praças municipais, o que contribuiu para a queda no plantio compensatório nos bairros.

Poda de árvores
Corte de árvores colabora para o aquecimento em toda a cidade (foto: reprodução da internet)

Abaixo-assinado quer aumento da arborização

A Fundação Paques e Jardins já chegou a produzir 22,5 mil mudas de árvores por ano. Hoje, com uma redução de 80% da mão de obra na fundação, a maior parte das mudas são importadas de outros Estados. E o orçamento da instituição, que já era baixo, caiu de 0,23% no volume total de recursos da Prefeitura para menos de 0,05%.

Reconhecendo o problema, o Secretário de Meio Ambiente, Eduardo Cavaliere, em entrevista ao DIÁRIO DO PORTO disse que colocou como prioridade da sua gestão o controle de áreas de grande calor na cidade, por meio do plantio de árvores em ruas e praças.

Segundo Eduardo Cavaliere, a principal ilha de calor da cidade está na Praça Onze e seu entorno, no Centro. O local é rodeado de construções, sem qualquer cobertura vegetal ou áreas verdes. “Hoje a cidade do Rio de Janeiro não tem produção própria para plantar árvores em território urbano. A primeira coisa que nós estamos fazendo é adaptar nossos viveiros para que isso seja possível e que fique de legado para a cidade”, disse.


LEIA TAMBÉM

Self storage: depósito para móveis cresce na pandemia

Escola Chinesa, no Rio, tem equipamentos da Huawei

Governo quer RIOgaleão como o principal aeroporto do país