Abadi aponta "esvaziamento surpreendente" de imóveis comerciais | Diário do Porto

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Abadi aponta “esvaziamento surpreendente” de imóveis comerciais

Levantamento da Abadi mostra que 33% dos imóveis comeciais da região estavam vazios em 2018. Em 2019, eram 25%, e a pandemia fez subir para 45% em 2020

12 de fevereiro de 2021


Segundo Abadi, 45% dos imóveis comerciais do Centro estão vazios (Foto:Reprodução/Google Maps)


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O Centro do Rio está com 45% de seus espaços comerciais vazios, de acordo com a Associação Brasileira de Administradoras de Imóveis (Abadi). Esse processo de esvaziamento ganhou força a partir de março do ano passado, quando a pandemia de Covid-19 se transformou em realidade no Brasil. Para recuperar a região, a Prefeitura trabalha no projeto Reviver Centro.

Ao andar pela Centro do Rio, mesmo nos dias de semana e em horários antes muito movimentados, o esvaziamento é visível. Lojas fechadas, anúncios para aluguel e venda, portas trancadas e algumas das principais ruas, como a do Ouvidor e a Senador Dantas, quase desertas.

Em 2018, 33% já estavam vazios

“A pandemia acelerou um processo que já ocorria pelo menos desde 2014. Em busca de aluguéis mais baratos e prédios mais modernos, muitas empresas haviam migrado para outras regiões da cidade, sobretudo para a Barra da Tijuca. No entanto, nunca vimos nada que possa ser comparado à desocupação que aconteceu no Centro em 2020. A pandemia causou um esvaziamento surpreendente”, avaliou o diretor da Abadi, Marcelo Borges.

Segundo a Abadi, no final de 2018, 33% dos espaços comerciais do Centro estavam vazios. No ano seguinte, muitas firmas se estabeleceram no Centro, motivadas principalmente pelo leilão de ativos da Petrobras na região. Isso fez com que o percentual de desocupação caísse para 25%.

Centro do Rio
Prefeitura quer atrair novos moradores para o Centro do Rio (foto: Tomaz Silva/ Agencia Brasil)

Revitalização do Centro do Rio

A revitalização do Centro e a consequente retomada de espaços habitacionais de fato estão entre os objetivos da Prefeitura. O projeto Reviver Centro prevê, entre vários itens, incentivos para quem construir unidades habitacionais ou transformar imóveis comerciais em residenciais. Serão apartamentos pequenos e também os chamados colivings, locais de moradia com serviço de quarto e lavanderia.

É o que deve acontecer com o Edifício A noite, na Praça Mauá. Durante anos foi o prédio mais alto da América Latina. O leilão do edifício já foi autorizado pelo Governo Federal, proprietário da construção. O preço estimado da estrutura – tombada pelo Instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) – é de R$ 90 milhões.

“O público alvo para esta locação social são servidores públicos até seis salários mínimos, estudantes universitários e estudantes universitários cotistas. Com o plano, a gente busca incentivar a moradia, a recuperação urbana, tudo ao mesmo tempo, permitindo que esta área possa ser revitalizada”, disse o Secretário de Planejamento Urbano, Washington Fajardo.

 


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