A um pódio do centésimo ouro | Diário do Porto


Nas esquinas de Tóquio

A um pódio do centésimo ouro

Falta uma medalha para o Brasil chegar ao centésimo ouro de sua história paralímpica. Feito histórico pode acontecer na próxima noite/madrugada em Tóquio

30 de agosto de 2021

Com vitória no arremesso de disco, Claudiney dos Santos deixou Brasil perto do 100º ouro (Miriam Jeske/CPB)

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Nas esquinas de Tóquio

                                                                   Vicente Dattoli

Esporte é resultado. Não há como negar.  Nem mesmo quando falamos de Paralímpiada. A delegação brasileira paralímpica em Tóquio chegou à capital japonesa com dois objetivos: ficar entre as dez que mais conquistariam medalhas e alcançar a centésima medalha de ouro da história do país.

Na realidade, uma coisa levaria (levará) a outra. No momento em que escrevo, estamos em sétimo lugar no quadro de medalhas de Tóquio, com 12 medalhas de ouro Chegamos a Tóquio com 87. Falta uma. A previsão era que fecharíamos as cem ainda nesta segunda-feira.

Até o momento em que escrevo, repito, não deu – e pelo horário não teremos mais finais que possibilitem mais este ouro. Com o primeiro lugar no lançamento do disco, de Elizabeth Gomes, chegamos a 99. E, na realidade, já poderíamos estar lá.

No torneio feminino de tênis de mesa, Bruna Alexandre teve tudo para alcançar o lugar mais alto do pódio contra a australiana Qian Yang. Abriu boa vantagem no primeiro set, chegou a ter três set points, mas não segurou. E acabou em segundo. A outra medalha de ouro que escapou por entre as mãos foi com o animado Vinicius Rodrigues, nos 100m.

Ele ficou a um centésimo (isso mesmo, um centésimo) do russo Anton Prokhorov. E isso depois de largar mal. Seriam, estas duas medalhas de ouro, suficientes para que chegássemos e passássemos das cem. E praticamente a garantia que fecharemos os Jogos entre os dez primeiros colocados.


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Centésimo ouro à vista

Para quem olha o quadro de medalhas e vê a China, só no Japão, com mais de 50 medalhas de ouro pode achar pequena a ambição brasileira. Perdoem dizer, mas não sabem nada de esporte. Na China, o esporte é política de estado, de governo. Aqui…

Cada vez que um atleta (paralímpico ou não) brasileiro sobe no pódio, mais do que uma vitória, devemos considerar o quanto se fez (ou deixou de fazer, analisem se o copo está meio cheio ou meio vazio) para que aquele atleta chegasse lá. Não tenho dúvidas de que chegaremos ao centésimo ouro. Temos alguns esportes coletivos (como o futebol de 5, que até hoje só foi campeão) que podem trazer estas medalhas.

Também considero factível ficar entre os dez primeiros colocados, como aconteceu no Rio/2016 (fomos 8º, com 14 ouros), Londres/2012 (7º, com 21 medalhas douradas) ou Pequim/2008 (9º, com 16 primeiros lugares).É uma ambição enorme, um sonho difícil – mas que podemos realizar.


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