A um ouro do recorde | Diário do Porto


Nas esquinas de Tóquio

A um ouro do recorde

Com o ouro de Thiago Paulino no Arremesso de Peso e do Golbol masculino, Brasil fica perto do recorde de medalhas douradas em sua história paralímpica

3 de setembro de 2021

Time masculino do Golbol comemora primeiro ouro da modalidade (Ale Cabral/CPB)

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Nas esquinas de Tóquio

Vicente Dattoli

 

O texto já estava pronto quando começou a prova do arremesso de peso. O destaque, claro, era para a equipe masculina de Golbol, que derrotara a China por 7 a 2 na decisão e, finalmente, conquistara a sua medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Citava, obviamente, o fato de nosso time ser bicampeão mundial e já ter obtido prata e bronze…Brincava até com o fato de, faltando cinco décimos de segundo para o fim do jogo, nossos atletas terem “deixado a bola para lá” (jogaram para a lateral) para comemorar o inédito ouro que deixou o Brasil perto de quebrar um recorde histórico.

Comemorar uma campanha histórica, de apenas uma derrota, para os Estados Unidos (que perderam para os chineses, logo…), e com duas vitórias sobre os até então campeões da Lituânia. Lembrava, com tristeza, que nossas meninas tinham perdido, na madrugada, o bronze para o Japão (isso depois de uma traumática eliminação, nos pênaltis, para os Estados Unidos). Só que aí veio o arremesso do peso, no Estádio Olímpico, sob chuva. E o Brasil fez ouro e bronze, com direito a recorde paralímpico e tudo mais.


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Ouro e recorde

Quando Thiago Paulino bateu o recorde e garantiu sua medalha dourada, o Brasil igualava ali a quantidade de medalhas de ouro dos Jogos de Londres, em 2012. Era a 21ª conquista em Tóquio. E saborosamente coroada com o terceiro lugar de Marco Aurélio. E não se pense que faltaram medalhas para o Brasil na sexta-feira japonesa (lembro que por aqui ainda teremos provas na noite, manhã de sábado por lá).

Os pódios continuaram a fazer  parte da rotina da equipe brasileira. É obrigatório registrar as conquistas de João Victor, no lançamento do disco (bronze); de Luis Carlos Cardoso, na canoagem (prata); de Silvana Fernandes, no Parataekwondo (bronze)…

Como as competições estão chegando ao seu fim, a natação encerrou suas provas e ainda nos deu mais uma medalha de bronze. Foi com Wendell Belarmino, nos 100m borboleta, numa prova em que os donos da casa fizeram ouro e prata. Medalhas, por sinal, que mexeram com todos os presentes ao complexo da natação, porque o vencedor Keiichi Kimura não conseguiu segurar a emoção e chorou. Chorou muito. Emoção pura, como são todas as conquistas, por mais que demorem a acontecer.


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