A Noite tem venda adiada para 30/4 | Diário do Porto

Negócios

A Noite tem venda adiada para 30/4

O A Noite deverá ser vendido pelo melhor lance a partir de R$ 98 milhões, por meio de leilão eletrônico. Adiamento ocorreu por causa de ação na Justiça

7 de abril de 2021
Edifício A Noite, de 1929, é um dos principais prédios em estilo art déco da cidade (foto: Riotur / Divulgação)


Compartilhe essa notícia:


A venda do Edifício A Noite foi transferida para o dia 30 de abril. O edital publicado pela Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Economia, previa o leilão com preço mínimo de R$ 98 milhões, para o próximo dia 13 de abril. Porém uma ação civil pública, até agora desconhecida pela SPU, obrigou ao adiamento.

A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal contra a União em 2016 e exige cuidados para a preservação do A Noite, como bem público. Já houve uma sentença condenatória e, por isso, a SPU, na nova portaria com a data revista do leilão, estabelece que cabe ao futuro comprador realizar as obras de conservação do imóvel.

Em nota, o Ministério da Economia destaca que “com a aquisição do imóvel, o licitante vencedor assume toda responsabilidade pelas obras de conservação e reparação do imóvel”.

O prédio, de propriedade do Governo Federal, está desocupado desde 2012, quando dali saiu o último ocupante, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Antes, o edifício ficou célebre por ter sido a sede da Rádio Nacional, o mais importante veículo de comunicação do país no auge da era do rádio.

A Noite tem venda dentro do programa de desestatização do Governo Federal

A venda do A Noite pela SPU faz parte do programa de desestatização do Governo Federal, pelo qual se pretende vender outras dezenas de propriedades pelo país e arrecadar R$ 110 bilhões em imóveis da União até 2022.

A venda será por meio de leilão eletrônico, considerando a melhor oferta. Para os interessados na compra, a SPU já realiza desde o ano passado visitas agendadas.

Outros três imóveis, localizados no Rio de Janeiro, também estão à venda: um apartamento no Leblon, avaliado em R$ 4,8 milhões, e dois terrenos em Duque de Caxias, avaliados em R$ 4,2 milhões e R$ 8,3 milhões.


LEIA TAMBÉM

Compra de imóveis tombados ganha incentivo da Alerj

Polícia Militar aumenta apreensão de fuzis e granadas

Veja quais são os cursos on-line lançados pela Firjan Senai