A Noite e outros clássicos do centro no “Feirão da União” | Diário do Porto


Imóveis

A Noite e outros clássicos do centro no “Feirão da União”

Começou o “Feirão de Imóveis” do Governo Federal. Esperam lances prédios históricos do Rio. O Palácio Capanema, fora da lista, ainda pode ser vendido

30 de agosto de 2021

Edifício A Noite recebeu duas ofertas no novo leilão de imóveis da União (divulgação)

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Começou o “Feirão de Imóveis” da União, iniciativa do Governo Federal para levantar receita com a venda de prédios públicos espalhados pelo País. O centro do Rio abriga 600 das 2.264 unidades à disposição dos interessados na cidade, entre eles patrimônios como o edifício A Noite, na Praça Mauá; a antiga sede do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (Iapetec), na Avenida Venezuela; a ex-sede da Agência Nacional do Cinema (Ancine), na Avenida Graça Aranha e o Rio Branco, na mesma avenida próximo ao Largo da Carioca.

Ficha do Edifício Rio Branco no site do “Feirão de Imóveis” da União (reprodução)

Os imóveis citados acima estão na lista dos 168 considerados prioritários e que já estão pré-aprovados para venda. São propriedades desocupadas e que não têm nenhum impasse jurídico que impeça o leilão. O conjunto completo com os mais de duas mil propriedades está avaliado em mais de R$ 1 trilhão. Um novo sistema de oferta, baseado em um laudo apresentado pelo próprio interessado, é a aposta do governo para que os negócios se concretizem com mais agilidade e com preços mais próximos da realidade do mercado.

A chamada Proposta de Aquisição de Imóveis (PAI) permite que o potencial comprador oferte um valor inicial baseado em um laudo que contratado por ele. Caso o governo aceite as condições e o preço, o prelo é iniciado com prioridade de venda concedida ao cliente que demonstrou interesse prévio na aquisição do bem.


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Capanema fora do Feirão. Mas…

Após uma grande mobilização contra a sua venda, o Palácio Gustavo Capanema foi retirado da lista original de imóveis do “Feirão”. Mas isso não quer dizer que o governo descarte de vez negociá-lo. O histórico Capanema, ícone arquitetônico e sede do Ministério da Educação de 1945 até a mudança do capital federal para Brasília, poderá ser repassado à iniciativa privada no sistema de concessão baseado no “Revive” do Ministério da Economia. O projeto permite a alteração de uso da propriedade tendo como contrapartida à requalificação estrutural e uso social das suas instalações. “Se algum investidor estiver disposto a mudar o local e garantir o acesso à população, podemos negociar por meio de concessão, com base no Projeto Revive”, diz Diogo Mac Cord, secretário de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia.