70% dos pequenos negócios já vendem por internet, diz Sebrae | Diário do Porto

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70% dos pequenos negócios já vendem por internet, diz Sebrae

De acordo com o Sebrae, empresários investiram em aplicativos, redes sociais e internet para alavancar o faturamento das empresas.

29 de janeiro de 2021
Recorrer à tecnologia, como sugere o Sebrae, ajudou no crescimento da sorveteria Casa Verde (foto: Julia Passos)


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A crise econômica ampliada pela pandemia segue empurrando os empreendedores para o mundo digital. Um levantamento do Sebrae mostra que 46% dos pequenos negócios no Rio de Janeiro recorreram a tendências e novidades tecnológicas para sobreviverem ao turbilhão. A pesquisa ouviu 473 empresários, entre 20 e 24 de novembro.

Diante das restrições, 70% das empresas já distribuem suas vendas por canais digitais como aplicativos, redes sociais e internet em geral. Apenas 30% dos pequenos negócios não vendem de forma online. Os empreendedores preferem vender pelo Whatsapp, Facebook, Instagram, site próprio e aplicativos de entrega.

Com a nova rotina, os empreendedores também passaram a adotar estratégias para entender seus consumidores. Das ferramentas digitais, o Whatsapp Business é o preferido das micro e pequenas empresas, seguido de aplicativo de gestão ou programas de software, propagandas nas redes sociais, Google Meu Negócio, ferramenta para gestão de clientes (CRM) e automação de processos.

A coordenadora de Mercado do Sebrae Rio, Raquel Abrantes, ressalta que o momento é de adaptação e migração para o universo digital. Houve, segundo ela, uma mudança de postura do empreendedor e do cliente. “A internet e a conectividade ajudaram muito com um posicionamento rápido de mercado e de novas conquistas comportamentais. Percebemos que os empreendedores que se adaptaram às novas diretrizes impostas pela pandemia, conseguiram se posicionar de forma favorável e enxergaram os desafios como oportunidades”, explicou.

Raquel Abrantes
Raquel Abrantes destacou a rápida migração das empresas para o mundo digital (foto: divulgação)

Novos horizontes de mercado

Além de investir em inovação, as micro e pequenas empresas têm planos novos para 2021. A maioria quer investir em divulgação do negócio, lançar produtos, aumentar a capacidade produtiva e o atendimento, fazer cursos para aprimoramento profissional, ampliar o mix de produtos e serviços, realizar reformas no estabelecimento e oferecer capacitação para os funcionários.

A proprietária da sorveteria Casa Verde, Eliane Passos, conheceu bem as dificuldades em se reinventar. Perto de completar cinco anos com sua empresa, ela ficou meses com a loja fechada, e só retornou após formalizar um contrato com uma empresa de entregas.

“Firmei uma parceria com numa rede de entregas, pois precisava agregar esse serviço ao negócio. Os três primeiros meses foram um sucesso absoluto, mas a concorrência na região aumentou muito”, conta Eliane.

Segundo o Sebrae, 52% ainda relatam dificuldades para manter o negócio. Para 27%, as mudanças impostas pela crise foram importantes para o negócio, 13% acham que o pior já passou e 8% seguem otimistas com as oportunidades que surgiram.

Eliane reconhece a necessidade de criar novas estratégias para a empresa. “Nos últimos meses, tive que manter a loja fechada porque faço parte do grupo de risco. Com a retomada, houve uma mudança no perfil de clientes, empresas vizinhas mudaram e os estudantes, frequentadores assíduos com os pais, estavam com as aulas suspensas. Eu vou fazer tudo o que for possível para minha empresa, mas preciso de um novo modelo de negócio”, disse.


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