27° Carnaval do Escravos da Mauá | Diário do Porto


Carnaval

27° Carnaval do Escravos da Mauá

Escravos da Mauá desfila pela 27° vez na Zona Portuária. Confira os detalhes e conheça um pouco da história do bloco de Carnaval mais tradicional da região

21 de fevereiro de 2019

O tradicional bloco Escravos da Mauá desfila neste domingo 24 (Foto: DiPo)

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O bairro da Saúde recebe neste domingo 24 o agito do principal bloco do Porto Maravilha, o Escravos da Mauá. O ponto de partida é na rua Barão de Tefé 27, em frente ao prédio da L’Oréal às 16h. Este é o 27° desfile do grupo, criado em 1993.

Um grupo de funcionários do INT – Instituto Nacional de Tecnologia, nos arredores da Praça Mauá, foi responsável pela criação do bloco. Desde então, em cada Carnaval, partindo do Largo de São Francisco da Prainha, eles percorrem as ruas do bairro da Saúde, da Pedra do Sal e do Morro da Conceição estampando as cores azul e amarelo.

Os sambas do bloco costumam nascer de um processo de criação coletiva da Ala de Compositores. Eles cantam a história do bairro, que é berço dos primeiros ranchos do Rio de Janeiro e já foi local de moradia, trabalho e encontro para grandes chorões e sambistas cariocas como Pixinguinha, João da Baiana, Sinhô Donga.

Para chegar0, o ideal é pegar o VLT e descer na estação Parada dos Navios.

História

O Escravos da Mauá faz parte da Sebastiana, a associação dos blocos de carnaval da Zona Sul, Centro e Santa Teresa. Desde 1993, um grupo de profissionais de diversas áreas frequenta, pesquisa e divulga a Praça Mauá, sua cultura e seus personagens imortais.

São trabalhadores de empresas sediadas no Centro da cidade, amigos, moradores, curiosos, arquitetos, historiadores, músicos e pesquisadores. Em comum entre eles há o amor pelo samba, pelo carnaval de rua, pela cidade do Rio de Janeiro e, especialmente, por esse pedaço do Rio.


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Desses encontros, sempre no Largo de São Francisco da Prainha, surgiram o bloco Escravos da Mauá, as Rodas de Samba da Mauá (com o “Fabuloso Grupo Eu Canto Samba”) e o cd-room Circuito Mauá: Saúde, Gamboa e Santo Cristo, sobre os bairros portuários cariocas.

Nessa região, ficavam os mercados de escravos nos séculos XVIII e XIX. Mesmo depois da abolição da escravatura, os ex-escravos e as colônias de negros que vieram para o Rio fixaram-se no bairro da Saúde em busca de trabalho no porto e moradia barata. O bairro chegou a ser conhecido como a Pequena África no Rio de Janeiro. Como o bloco foi formado por funcionários públicos, resolveram incorporar o “escravos” no nome.

O conjunto dessas iniciativas recebeu, no ano 2000, o Prêmio Urbanidade, concedido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RJ) a trabalhos que colaborem para a preservação e a revitalização do patrimônio histórico e cultural da cidade.

No mesmo ano, as Rodas de Samba da Mauá receberam também o troféu Elite, oferecido pela Gafieira Elite. Depois, em 2006, o Escravos da Mauá foi eleito “o melhor bloco do carnaval de 2006” pelo Jornal do Brasil, por meio de voto popular.


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