Volkswagen, em Resende, prevê investir R$ 3 bilhões | Diário do Porto

Investimentos

Volkswagen, em Resende, prevê investir R$ 3 bilhões

Volkswagen Caminhões e Ônibus crê na retomada da economia, com o controle da pandemia. Empresa vai investir em caminhões elétricos e para o agronegócio

1 de janeiro de 2021
Roberto Cortes, presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, prevê investimentos em Resende (foto: VWCO / Divulgação)


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A Volkswagen Caminhões e Ônibus, que tem fábrica em Resende, no sul do Estado do Rio, começa 2021 com a promessa de investir R$ 3 bilhões, nos próximos anos. Os investimentos serão feitos principalmente em novas tecnologias para veículos elétricos, para uso urbano, e na linha de caminhões pesados, cuja demanda cresce com a expansão do agronegócio.

O otimismo da Volkswagen Caminhões e Ônibus vem também da crença de retomada da economia, com a chegada das vacinas contra o novo coronavírus. Os R$ 3 bilhões de investimentos são o resultado da soma dos novos R$ 2 bilhões, anunciados em dezembro, com R$ 1 bilhão que a empresa já havia se comprometido a investir, em setembro passado.

“A confirmar o controle da pandemia, o crescimento acima do esperado do agrobusiness, a retomada da economia e, quem sabe, do apoio oficial do programa de renovação de frotas, vamos continuar investindo, crescendo e acreditando no nosso país”, afirmou em dezembro o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes.

A empresa já está produzindo, em caráter experimental, o seu primeiro modelo de caminhão elétrico, e-Delivery, para o qual diz já ter encomendas que chegam a 1.600 unidades.

A novidade ocorre ao mesmo tempo em que, no Rio Grande do Sul, a Agrale se associou à FNM Rio para a produção também de caminhões elétricos. As duas empresas prometem que os veículos estarão no mercado neste ano.

Volkswagen Caminhões e Ônibus vê aumento da demanda

O presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus diz que em 2020 houve faltas eventuais de insumos para a produção de seus veículos, mas sem afetar a produção. De acordo com Cortes, as vendas do grupo tiveram uma queda menor do que o setor no último ano.

Em 2020, as vendas de caminhões no Brasil caíram 13,9%, e a produção recuou 25%. Na Volkswagen Caminhões e Ônibus, a queda nas vendas foi de 7%. No caso dos ônibus, houve retração da ordem de 33% das vendas neste ano no país, enquanto a empresa vendeu 23% menos.

Cortes acredita que esses níveis de venda serão logo recuperados, pois há aumento na procura de caminhões, para atender o aumento da movimentação de mercadorias no país.


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